Vinícius de Pizzol Pavan, 9 anos, era um garoto que não comia frutas, verduras e negava-se a experimentar novos alimentos em casa ou na escola. Graças ao trabalho de educação nutricional realizado pelo Colégio Sesi, onde estuda, ele transformou-se num menino que ''come de tudo''. ''Eu não gostava de nada, era bem enjoado. Depois que comecei a experimentar os lanches da escola, passei a comer saladas e frutas'', contou.
As amigas Maria Antônia Saiita Nicolau e Agatha Briguenti Ortiz, ambas de 9 anos, também gostam do lanche e garantem que aceitam todos os alimentos sem reclamar. ''É bom para crescer e não ficar doente'', disseram elas, reproduzindo os conceitos aprendidos em sala de aula.
Na escola, a educação nutricional integra o currículo das turmas de ensino fundamental e educação infantil. Conforme a coordenadora do ensino fundamental, Priscilla Maria Marques da Silva, as professoras abordam temas como alimentação saudável e consumo de nutrientes adequados, entre outros exemplos, nas aulas das diversas disciplinas.
O assunto é reforçado em atividades complementares como culinária e plantio de horta. ''Fazemos um trabalho de reeducação alimentar com as crianças que não tem o hábito de comer frutas e vegetais. Na hora do lanche, a regra é sempre experimentar antes de dizer que não gosta.''
O lanche, preparado com capricho pela merendeira Marlene Perez Lazarini, sempre inclui o ''dia da salada'' e o ''dia da fruta''. De tempos em tempos, uma das turmas é convidada para participar do ''dia da novidade'', quando as crianças são convocadas a aprovar receitas que serão incluídas no cardápio. Este ano já foram aprovados o bolo de beterraba, a torta de cachorro-quente e o pão de talos de folhagens.
Marlene recebe treinamento e supervisão de uma nutricionista do Sistema Sesi de Curitiba. ''Também faço cursos de conservação e manipulação de alimentos'', contou ela, que periodicamente faz exames de saúde para identificar possíveis doenças que possam ser transmitidas na manipulação do lanche.
O comportamento alimentar dos alunos é avaliado no relatório bimestral enviado aos pais. Rotineiramente, a escola também envia às famílias informativos sobre a boa alimentação. De acordo com Priscilla, a política é orientada pelo Sistema Sesi, que visa atingir, através da escola, as famílias dos industriários, incentivando a criação de hábitos saudáveis.

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