O projeto de implantação do ensino integral da Secretaria Municipal de Educação, iniciado em março deste anos, em duas escolas de Londrina, esbarra na falta de professores para prestar um atendimento mais completo aos alunos. Também há falta de espaço físico. O programa prevê o atendimento dos alunos no contraturno escolar, com realização de oficinas culturais, artísticas e esportivas.
Na Escola Municipal Elias Kawan, no Conjunto Novo Amparo (Zona Norte), são atendidos 25 alunos da 1 à 4 série, que até o ano passado participavam do Projeto Viva Vida. Eles estudam em uma sala adaptada para 40 alunos. ''Temos ainda espaço para mais alunos, mas não temos profesores'', afirma a diretora Divarci Rodrigues dos Santos. Hoje, duas professoras fazem o atendimento no contraturno, segundo Divarci. Elas são responsáveis pelas oficinas de basquete, literatura e artes e de produção de textos e poesias.
A escola, que também busca parcerias para ampliar o atendimento, conseguiu um espaço alternativo na Igreja Católica, para trabalhar o lado espiritual das crianças. Até agora o projeto não foi iniciado, também por falta de professores. ''Temos que ter uma pessoa lá, acompanhando o trabalho dos alunos'', afirma.
Na Escola Professor José Gasparini, no Conjunto Farid Libos (Zona Norte), o projeto de atendimento integral, segundo a supervisora, Daniela Simone Masson, está ''caminhando muito bem''. Sessenta crianças, de seis a oito anos, que frequentam a pré-escola e a primeira série permanecem no colégio das 8 às 17 horas.
No período da manhã, elas estudam no ensino regular e à tarde participam das
oficinas de artes cênicas, artesanato, jogos e recreação e do projeto criado na própria escola ''Brincar, pensar e aprender''. Os alunos desenvolvem a atenção, a concentração e o raciocínio. As atividades são administradas por quatro professoras da própria escola.
Uma parceria entre a Fundação de Esportes e a Associação Londrinense de
Ginástica Artística (Alga) também garantiu a contratação de uma professora estagiária. As aulas acontecem duas vezes por semana para alunos da pré-escola e 1 série dentro do quadro de educação integral. Crianças da 2 à 4 séries com horários no período da tarde, têm aulas três vezes por semana.
''Por enquanto, o espaço físico ainda não é o ideal para os alunos. Precisamos de um espaço maior, até mesmo para atender mais crianças'', afirma a supervisora. Até agora, a única melhoria no colégio é a cobertura da quadra de esporte, que começou a ser feita há 15 dias.
Outro benefício que ainda não está sendo aproveitado pelos alunos é a sala de computadores, que abriga 16 máquinas. A sala é usada pelos alunos do Estado e poderia ser utilizada pelos estudantes do município, mas a falta de pessoal ainda é o problema para colocar o projeto em prática.
Outras oficinas que estavam previstas, como a parceria com a Escola de Circo, esbarraram nos gastos com transporte dos alunos. Já as aulas de inglês também estão sendo ministradas apenas para alunos da 4 série. ''Temos interesse em expandir o projeto, mas dependemos de pessoal.''

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