Cambé - Aulas de dança, circo, técnicas de teatro e atividades esportivas. Essas são algumas das opções que as 22 oficinas do Centro de Apoio Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Salomão Jorge Hauly oferece diariamente a jovens de Cambé (Norte).
A instituição, fundada em 1994, atende atualmente cerca de mil crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 14 anos, desenvolvendo atividades esportivas e artísticas em períodos alternados.
Para a coordenadora das oficinas, Simone Vital, o centro representa uma oportunidade de acesso ao conhecimento de diversas áreas da educação, visto que faltam opções para os jovens na região.
O programa é desenvolvido no contraturno das escolas Municipal Cecília Meireles e Estadual Valdir Umberto de Azevedo, que ficam no mesmo local. Segundo Simone, as crianças saem das atividades escolares e depois voltam para o centro, participando de oficinas de ballet, sapateado, música, teatro, bordado, pintura, artesanato, literatura, ludoteca, judô, recreação, futsal, handebol, basquete, ginástica artística, inglês, laboratórios de Português e Matemática.
Thiciane Rodrigues Prestes, 13, é aluna da 7 série do Valdir Umberto de Azevedo. À tarde, a adolescente frequenta o Centro, dividindo seus horários entra os ensaios de ballet e a oficina de artesanato.
Para a adolescente, a participação nas oficinas é muito mais do que uma simples ocupação de seu tempo. ''Amo vir aqui, porque é onde eu posso fazer o que mais gosto, que é dançar, e também aprender bordado, pintura'', complementa. ''A atenção dada pelos professores faz com que nos sintamos acolhidos e úteis à sociedade.''
Já para Marcos Adriano Beltrano, 14, aluno da 8 série do Valdir Umberto de Azevedo, as atividades desenvolvidas pelo Centro incentivam os jovens de sua idade a ocupar o tempo com atividades prazerosas e lucrativas.
''Participo das oficinas de artesanato, produzindo caixas para presentes e porta-retratos craquelados e aproveito para vendê-los na Feira de Artesanato da escola. O dinheiro arrecado é utilizado na compra de novos materiais'', conta.
Além das atividades de artesanato, Beltrano detalha que participa também das oficinas de circo, aprendendo técnicas de malabaris e truques de palhaços. ''O mais legal é que como dependemos um do outro para poder realizar os exercícios, percebemos a importância do trabalho em grupo'', completa.
De acordo com Vilma Aparecida Nogueira Prado, diretora-geral do colégio, sempre no final do ano são realizadas a Olimpíada Esportiva, a apresentação do Circo ''Sem pé e sem cabeça'', o Festival de Música e Dança com o Coral ''Os Pequenos Cantores do Caic'' e o Ballet. Além da Exposição de Artesanatos que ocorre nos meses de setembro e dezembro, todos com apoio da prefeitura de Cambé e da Secretária Municipal de Educação.

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