Educação estuda
mudança das
férias escolares
A Secretaria de Estado da Educação está analisando o pedido dos empresários do Litoral paranaense de reescalonamento no calendário escolar. Os comerciantes querem que as férias do final do ano sejam estendidas para que os veranistas possam permanecer mais tempo nas praias, beneficiando a economia da região.
Com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) houve um acréscimo no número de dias no calendário escolar. A lei anterior, de 1971, estabelecia um mínimo de 180 dias letivos a ser cumprido pelas escolas durante o ano. Em 1996, as novas diretrizes para a educação nacional estabeleceram que esse número mínimo de dias fosse ampliado para 200 e que os alunos tivessem também o mínimo de 800 horas/aula por ano.
De acordo com a superintendente de Educação da Secretaria de Estado da Educação, Zélia Maria Lopes Marochi, o calendário escolar é flexível às necessidades regionais desde que seja cumprido o que determina a lei nacional. Além disso, qualquer decisão deve respeitar também o Estatuto do Magistério, que estabelece o mínimo de 30 dias consecutivos de férias aos professores e mais 30 dias alternados. ‘‘Estamos estudando a proposta de calendário único, atendendo os interesses do Litoral. No entanto, pretendemos ouvir outros setores ligados à Educação das várias regiões do Estado e redes de ensino antes da tomada de decisão’’, afirma Zélia.

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