O Major Sérgio Dalbem, especialista e Diretor de Trânsito da Prefeitura de Arapongas (Norte), explica que a cultura no trânsito ainda é voltada para os automóveis e somente a educação pode fazer a diferença. ''A sinalização na frente dos colégios ajuda a ir educando o futuro motorista'', explica. Para ele, muitos dos problemas são causados pelos próprios pais, que insistem em parar em fila dupla, por exemplo. ''As pessoas deveriam parar um pouco mais longe e aproveitar esse tempo para ir conversando com o filho. Assim, quem realmente estiver atrasado terá espaço em frente à escola'', recomenda.
O excesso de motociclistas e os motoristas que estão apressados e acabam passando pelos colégios justamente em horários mais críticos ajudam a agravar a situação. A recomendação é que a atenção seja redobrada nessas regiões, justamente porque crianças são imprevisíveis. ''Elas saem brincando, correndo e estão preocupadas apenas com a brincadeira, não prestam atenção no que estão fazendo e podem se acidentar. O ideal é que os professores reservassem cinco minutos no final da aula para falar sobre isso, explicar como se atravessa a rua, por exemplo.''
Dalbem acredita também que não existe um local mais propício para acidentes. ''No Centro urbano temos mais movimento mas justamente por isso as pessoas ficam mais atentas. Nos bairros, por haver menos movimento de pessoas e veículos os motoristas acabam relaxando, não prestam atenção e isso também causa acidentes'', explica.
Não existe uma idade mais recomendada para que a criança possa ir desacompanhada para a escola, segundo ele. ''Geralmente após os dez anos, quando ela começa a ter mais autonomia. Mas isso depende do local, da educação, tem que ter paciência para ensinar, mostrar que é preciso ter calma para esperar o momento certo de atravessar a rua, sempre pela faixa de pedestres. Por esse motivo, os bons exemplos são fundamentais e vão garantir que a criança, quando sair sozinha, esteja mais segura.''(E.G)

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