Educação de funcionário
ajuda evitar acidentes
A segurança do trabalho também será tema de um seminário que acontece entre hoje e amanhã no Centro de Exposições e Eventos de Pinhais (Expotrade), na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Paraná (Sintespar), Adir de Souza, as empresas precisam de conscientização sobre a necessidade de contratação de técnicos especializados na área para o atendimento dos funcionários.
De acordo com a legislação brasileira, toda a indústria com mais de 100 funcionários é obrigada a ter um técnico da área de segurança de trabalho para fazer um programa de prevenção de riscos de acidentes. ‘‘O técnico não pensa apenas na prevenção, mas também na educação dos funcionários para evitar acidentes’’, afirmou ele.
No Paraná, existem 10 mil técnicos formados, mas não há uma pesquisa atualizada sobre o mercado de trabalho. ‘‘Não sabemos dizer quantos estão em atividade, mas temos certeza que são poucos’’, declarou Souza. Entre as principais preocupações destacadas por ele, está a prevenção em indústrias que trabalham com amianto, substância que pode trazer dificuldades pulmonares e câncer na próstata. ‘‘Atualmente temos cerca de 5 mil trabalhadores que trabalham com esse tipo de produto, precisamos conscientizar as empresas e mostrar as formas de prevenção de doenças’’, disse.
No sudoeste do Estado, os agrotóxicos também preocupam. ‘‘Estamos fazendo um perfil do agricultor desta região para verificarmos o grau de contaminação por agrotóxicos’’, contou.
Em 1997, segundo um levantamento feito pelo INSS, 13.940 trabalhadores sofreram acidentes de trabalho no Paraná. Destes, 81% foram acidentes que ocorreram dentro da própria empresa. Quarenta e um por cento dos acidentes ocorreram por causa de quedas, choques ou perda de equilíbrio; 11% por esforçco físico; 8% por manipulação inadequada de equipamentos e matérias-primas.
Ainda em 1997, o número de mortes por causa de acidentes de trabalho foi considerado elevado: 59. Destas, 61% das mortes ocorreram em Curitiba, 6,8% em Guarapuava e 5,1% em Cascavel e Colombo. A maior quantidade de óbitos foi registrada no setor da construção civil (32,3%), seguido da indústria de artefatos de plásticos (15%). ‘‘Os números ainda são altos e, se nada for feito, os casos de acidentes e óbitos continuarão aumentando’’, afirmou Souza. (L.P.)

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