Educação da língua inglesa
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Foi uma visita rápida, porém muito produtiva, de acordo com o cônsul-geral dos Estados Unidos, Thomas P. Kelly, que esteve em Londrina ontem, em encontros com estudantes do Centro Cultural Brasil Estados Unidos, membros da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e o prefeito Barbosa Neto.
O motivo das viagens pelos cinco estados de seu distrito consular (MS, SP, SC, PR e RS) é estreitar os laços entre os dois países. ''Compreendo que Londrina é uma cidade importante e uma das maiores do Sul do Brasil. Minha primeira visita aqui está sendo ótima, pois pude me interar sobre as possibilidades de intercâmbios entre universidades brasileiras e americanas, que foi uma das prioridades identificadas pelos presidentes Dilma Roussef e Barack Obama, durante sua visita em março'', afirma.
Segundo Kelly, estudam nas universidades americanas cerca de 10 mil brasileiros e três mil estudantes dos Estados Unidos frequentam nossas salas de aulas. ''Queremos triplicar esse número, pois entendemos que é uma época de globalização. Isso significa que todas as companhias, as americanas e brasileiras, são empresas internacionais e os que estão aptos a falar diversas línguas, têm e terão vantagem no mercado. Esse é o futuro da economia mundial'', avalia.
Em relação às facilidades para os intercâmbios, o cônsul admite que a educação universitária nos Estados Unidos é cara, porém, defende a existência de muitas bolsas e afirma que o talento acadêmico e também atlético, podem resultar em oportunidades aos brasileiros nessas instituições. ''Muitas universidades querem ter estudantes brasileiros para aumentar a diversidade e porque eles entendem que o Brasil é um país emergente e importante no cenário mundial'', diz.
Tecnologia
Como já foi publicado na FOLHA, em Londrina existe o projeto de Ensino de Inglês para Crianças da Secretaria Municipal de Educação. O objetivo, além do ensino da língua inglesa para alunos é ampliar o projeto para todas as escolas da rede, porém isso só poderá acontecer com a contratação de professores capacitados.
Para o cônsul americano, a ideia poderia se desenvolver melhor por meio da tecnologia. De acordo com ele, existe um projeto para potencializar as tecnologias de conferências digitais para ministrar aulas pela internet.
''Talvez isso seria a potencialidade mais interessante para cidades como Londrina. O Brasil é um país imenso e não podemos cambiar professores a todas cidades, mas podemos, através da tecnologia, colaborar no ensino e capacitação, pois nosso interesse em expandir o inglês no Brasil é justamente para estreitar os laços entre os países'', revela.


