Educação com Ciência revela 'gênios' juvenis
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Exemplos da genialidade da juventude estudantil paranaense é o que mais se vê na quinta e última etapa da exposição ''Educação com Ciência'' promovida pela Secretaria de Estado de Educação no Colégio Estadual Vicente Rijo, no centro de Londrina. Até amanhã, toda a comunidade poderá conhecer gratuitamente todos os 210 projetos concebidos por mais de 840 estudantes dos ensinos fundamental e médio vindos de 55 municípios da região.
Entre os trabalhos de pesquisa em exposição, boa parte tem relação com meio ambiente e ecologia. Outros são protótipos relacionados à conceitos de física, mecânica, química e biologia. Todos eles, no entanto, trazem em sí a criatividade e a gana por conhecimento típicas da adolescentes. Aberta à visitação, a Casa Ecológica construída pela Sanepar e Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também é uma boa usina de idéias para habitações que mantém relação harmoniosa com a natureza.
Estudante do segundo colegial no Colégio Brasílio de Araújo, de Bela Vista do Paraíso (40 km a norte de Londrina), Thiago Matta, 17 anos, construiu um veículo controlado remotamente usando apenas sucata. Com o motor de um pulverizador costal, um chassi reciclado de uma colheitadeira, rodas de skate, um tanque feito com cano PVC e um controle remoto usado em aeromodelos, ele fez o protótipo andar e é uma das sensações da feira. A justificativa para tal feito está na ponta da língua: ''já gostava das aulas de mecânica e tinha vontade de construir meu próprio carrinho''. E como todo bom inventor, construiu a própria oficina para libertar a imaginação.
Seu professor, Urandi Antônio Júnior, diz que a feira é importante porque dá visibilidade às criações dos estudantes e também permite a troca de experiências. Como resultado da exposição, Thiago conseguiu uma bolsa de estudos na escola do Serviço Nacional da Indústria (Senai).
Outra sensação da feira é um braço mecânico construído artesanalmente por um grupo de quatro alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Mal. Castelo Branco, de Primeiro de Maio (61 km a norte de Londrina). O braço e o antebraço foram construídos com trilhos de cortina de alumínio em substituição ao titânio, os ''nervos'' foram adaptados de cabos de aço tirados de freios de bicicleta, motor de vidros elétricos deram o movimento de relaxamento e contração dos ''músculo''. Os dedos são pequenos pedaços de tubo de cobre. Toda essa estrutura foi conectada a um colete que é vestido pelo usuário do braço.
''Sou o inventor mas tive ajuda dos meus cúmplices'', destaca o mentor do projeto, Alex Sandro Viel Pulice, 17 anos. Todo o desenvolvimento demorou quatro meses e o estudante afirma que o desafio do grupo foi improvisar.''Não tinha máquina nenhuma para fazer as peças'', ressalta. ''Construir o braço mecânico foi quase um milagre'', valoriza outro integrante do grupo, Fernando Kato, 17 anos. ''O legal da feira é que até crianças pequenas que vem ver se interessam e podem também ser futuros inventores'', concluiu Laisne Chicarelli, ao lado do quarto companheiro de trabalho, Tiago Alves Campos.


