Educação ambiental pode evitar desastre ecológico
Marcelo AlmeidaO programa Olho DÁgua retirou do rio Belém 119 toneladas de lixoPara a Prefeitura de Curitiba, nenhum rio está morto desde que exista chance de recuperá-lo. As esperanças estão depositadas no projeto Paranasan. O superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ibson Campos, admite que nem sempre as soluções adotadas são as ideais do ponto de vista ambiental.
Este ano a prefeitura deve gastar pelo menos meio milhão de reais em programas de despoluição dos rios e educação ambiental. O principal programa é o Olho DÁgua, que já retirou no ano passado 450 toneladas de lixo dos rios da cidade. O Iguaçu, um dos principais mananciais que abastecem Curitiba, foi o que apresentou maior volume de lixo: 176 toneladas. Do rio Belém foram retiradas 119 toneladas, do Atuba, 98, e do Barigui, 57.
O Olho DÁgua tem 270 pontos de monitoramento da qualidade das águas, de onde são coletadas periodicamente amostras para análise em laboratório. Os rios mais poluídos, de acordo com o monitoramento, são o Belém e o Barigui.
A criação dos parques tem sido a solução para evitar invasões e enchentes. Outro programa que indiretamente ajuda a diminuir a poluição nos rios é o Câmbio Verde, em que o lixo reciclável pode ser trocado por verduras. Na beira do rio Atuba, Juvenira Aparecida da Mata, 38 anos, mostra que a idéia pode dar certo. Ela e o marido, ambos desempregados, vivem num barraco na Vila Acrópole II, uma área de invasão. As ruas têm condições precárias e, por isso, o caminhão de lixo não chega lá. Juvenira recolhe o lixo de toda a vizinhança num carrinho improvisado e troca por verduras, que vende para sobreviver. Antes o lixo ia todo pro rio, conta. (M.K.)





