Educação ainda é a melhor saída
A professora Maria Cristina da Rocha, da Escola Prática Educativa de Trânsito de Londrina, crê na educação como saída para a diminuição de acidentes. ''Antes não havia educação de trânsito nas escolas. Hoje, as crianças têm acesso à informação e até ensinam os pais'', declara.
Depois de realizar os exames de vista e psicotécnico, o iniciante faz um curso teórico antes de responder o exame sobre as leis de trânsito. No curso, com uma semana de duração, o aprendiz tem aulas de direção defensiva, primeiros-socorros, mecânica, legislação, cidadania e meio ambiente. O pacote também inclui 15 aulas práticas obrigatórias antes do exame final. Um investimento que gira em torno de R$ 500.
Para os que precisam renovar a habilitação, o novo código de trânsito, instituido em 1998, prevê, além de um novo exame de vista, a realização obrigatória da prova teórica. ''O motorista pode responder a prova sem fazer o curso teórico, mas é provável que ele tenha dificuldade em responder as questões'', assinala a instrutora Fabiane Leôncio, proprietária de uma auto-escola em Londrina.
Para Fabiane, no entanto, os antigos motoristas deveriam passar pelas mesmas etapas que os novatos ao renovar a licença para dirigir. Isso porque o estado psicológico do condutor conta muito na direção, segundo a instrutora. ''O motorista sai do curso mais consciente e acaba ensinando o próximo.''
De acordo com Maria Cristina , os motoristas formados dentro das novas normas já são mais bem preparados que os de antigamente. A própria consciência do Detran, que antes era punitiva, já está se transformando em educativa, segundo Maria Cristina. ''Vamos colher os frutos dentro de poucos anos.'' (M.G.)





