Curitiba - A Universidade Federal do Paraná (UFPR) saiu na frente das outras 57 instituições federais brasileiras na implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). No processo seletivo 2009, que terá as inscrições abertas em agosto, serão ofertadas mais 1.129 novas vagas e 13 novos cursos. Ao todo, a UFPR passa a oferecer 5.273 vagas. Uma das novidades no próximo vestibular será a oferta de uma vaga em cada curso para portadores de necessidades especiais.
De acordo com o pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças e coordenador do Reuni na UFPR, Paulo Yamamoto, estão previstos investimentos de R$ 15 milhões, este ano, para ampliar a estrutura física e atender a demanda de novos alunos. Outros R$ 3,6 milhões estão reservados para assistência estudantil (bolsas de estudo e pós-graduação), R$ 1,5 milhão para pagamento de docentes e R$ 1 milhão para custeio básico do programa.
Ao longo dos cinco anos de implantação do Reuni na UFPR, serão investidos R$ 250 milhões. Deste montante, R$ 60 milhões serão usados na ampliação da estrutura física (cerca de 20 mil metros quadrados) e adequações quanto à acessibilidade de deficientes físicos.
Os novos cursos serão abertos nos campi de Curitiba e Palotina e no Centro de Estudos do Mar, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. Além dos cursos novos - Letras Japonês e Letras Italiano, no período da manhã, Letras Polonês, à noite, e dez cursos de graduação tecnólogos -, serão abertas vagas em períodos diferenciados para cursos já ofertados como Arquitetura e Urbanismo, à tarde, e Engenharia Elétrica e Engenharia Industrial Madeireira, à noite.
A reitora em exercício Márcia Helena Mendonça justificou que foram abertas mais vagas em cursos noturnos para atender uma das diretrizes do Reuni por conta da demanda histórica de alunos que precisam trabalhar durante o dia. A definição dos novos cursos levou em conta, também, a otimização da estrutura física e corpo docente, além de demandas da sociedade.
Segundo a pró-reitora de gradução, Rosana de Albuquerque Sá Brito, o curso de Letras Japonês, por exemplo, vem suprir uma demanda de 30 anos. ''Os filhos dos imigrantes não podiam estudar japonês, a não ser com professores leigos'', afirmou. Os professores que ensinam a língua no Paraná, segundo ela, não têm formação acadêmica.
Sobre a oferta de vagas para pessoas com deficiência, Márcia Mendonça explicou que o candidato participará do vestibular em igualdade de condições com os demais candidatos, quanto às possibilidades de inscrição (cotas sociais, raciais ou concorrência geral) e quanto ao conteúdo das provas. Por enquanto, a UFPR pode ofertar uma vaga em cada curso (serão aproximadamente 76 vagas no total), mas, segundo a reitora, esse número poderá ser ampliado de acordo com a evolução da capacitação da universidade e corpo docente em atender essa demanda. Atualmente, a UFPR tem 92 alunos deficientes matriculados.

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