Em­bo­ra nun­ca se­ja tar­de pa­ra apren­der, a apren­di­za­gem na fa­se adul­ta po­de ser com­pro­me­ti­da de­vi­do ao acú­mu­lo de ta­re­fas re­la­cio­na­das a tra­ba­lho, fi­lhos, ques­tões fa­mi­lia­res e ou­tros afa­ze­res. De­pen­den­do da ida­de, a me­mó­ria tam­bém po­de ser um obs­tá­cu­lo, mas na­da que su­pe­re a for­ça de von­ta­de de ­quem de­ci­de in­ves­tir na edu­ca­ção pa­ra trans­for­mar o seu fu­tu­ro.
  ‘‘Qua­se to­dos os adul­tos que vol­tam a es­tu­dar são obri­ga­dos a con­ci­liar o es­tu­do com o tra­ba­lho, a ad­mi­nis­tra­ção de ques­tões fa­mi­lia­res e os com­pro­mis­sos so­ciais. É di­fe­ren­te da crian­ça que du­ran­te a in­fân­cia tem to­da a sua ener­gia vol­ta­da ape­nas pa­ra o es­tu­do e as ­brincadeiras’’, apon­ta a pe­da­go­ga Elia­na Ser­mi­de de Frei­tas, di­re­to­ra-au­xi­liar do Cen­tro Es­ta­dual de Edu­ca­ção Bá­si­ca pa­ra Jo­vens e Adul­tos.
  Por ou­tro la­do, os adul­tos con­tam com um as­pec­to bas­tan­te po­si­ti­vo: a dis­ci­pli­na e a ob­je­ti­vi­da­de na ho­ra de es­tu­dar. ‘‘Os es­tu­dan­tes adul­tos são mui­to ­mais fo­ca­dos no seu ob­je­ti­vo e não que­rem per­der tem­po com brin­ca­dei­ras, pa­que­ras ou con­ver­si­nhas com ­colegas’’, afir­ma Elia­na.
  O neu­ro­lo­gis­ta Jo­sé ­Ivan Ci­po­li Ri­bei­ro ex­pli­ca que mui­tos adul­tos que vol­tam a es­tu­dar de­pois de um lon­go pe­río­do fo­ra das sa­las de au­la sen­tem di­fi­cul­da­des de apren­di­za­gem. ‘‘Com o pas­sar dos ­anos ocor­re uma per­da nor­mal da me­mó­ria que se ini­cia por vol­ta dos 30 a 40 ­anos, mas que só co­me­ça a afe­tar sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te a vi­da da pes­soa lá pe­lo 70 ou 80 ­anos’’, afir­ma.


● É um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais

● É a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações disponíveis no cérebro ou em fontes externas

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