EDUCAÇÃO - Letra manuscrita em discussão
Estudantes norte-americanos poderão deixar de aprender a escrever com letra cursiva (de mão) nos próximos anos. No estado de Indiana, uma lei já tornou essa aprendizagem opcional. Outros 40 estados do país anunciaram que também seguirão a mesma decisão por considerar a tradicional forma de escrever ultrapassada.
A lei provocou polêmica nos Estados Unidos e teve repercussão no mundo todo. Os defensores da nova legislação argumentam que as crianças não necessitam mais escrever as letras com caneta e lápis no papel e que seria mais importante ensiná-las a digitar mais rapidamente.
Em Londrina, a letra cursiva é ensinada normalmente nas escolas da rede municipal. Na avaliação da gerente de Apoio Educacional Especializado da Secretaria de Educação, Fátima Malvezzi, mais importante que o estilo da grafia é a interação da criança com o conteúdo ensinado. O que importa é o aluno saber ler e escrever e entender o conteúdo abordado pelo professor. Até mesmo porque o fato de a criança escrever com letra cursiva e bonita não influencia no desempenho dela na sala de aula, afirma.
Fátima admite que embora não haja perspectiva de banir o ensino de letra manuscrita no Brasil, essa forma de escrita tem sido menos valorizada no país ao longo dos anos. A professora do curso de Pedagogia da Unopar, Mônica Teixeira Figueirol, afirma que a opção pela letra manuscrita ou de forma não interfere na coordenação motora fina da criança.
● Nas línguas que se utilizam dos alfabetos latino e cirílico (de origem eslava) as letras da palavra geralmente são ligadas umas às outras, o que geralmente permite que a palavra inteira seja escrita com um único traço
● É a capacidade de usar de forma eficiente e precisa os músculos, produzindo assim movimentos delicados e específicos, como recortar, costurar e escrever





