EDUCAÇÃO - Hora de colher os frutos
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Média escolar de 9,508 e R$ 10 mil no bolso é tudo o que um recém-formado poderia querer da vida depois de tanta dedicação em quatro anos de faculdade. Mas a historiadora Vanessa Camilotti Carmanhani, 21 anos, graduada em março pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), quer mais: ela pretende colocar em prática o que aprendeu nas aulas para motivar estudantes dos ensinos Fundamental e Médio a ter um futuro melhor por meio dos livros.
Na manhã de ontem, ela recebeu da reitora, Nádina Moreno, menção honrosa pela maior média entre os recém-formados pela UEL e, do superintendente regional da Caixa, Roberto Luiz Bachmann, o prêmio em dinheiro, que vai financiar um curso de pós-graduação. A outra parte do dinheiro vai para a poupança, diz Vanessa.
Estudante de escola pública, ela acredita que dedicação é a chave para o sucesso em tudo na vida: Sempre gostei de estudar e já ganhava prêmios na escola por ter a melhor média, recorda a historiadora, para quem a organização, o empenho e o apoio da família fizeram a diferença.
Coloquei a faculdade em primeiro lugar, sem abandonar os churrascos em família e as saídas com os amigos. Foi uma questão de organizar o tempo, afirma a graduada, que descobriu a afinidade com as ciências humanas na preparação para o vestibular. Vi que a história pode ser usada para trabalhar o ser humano.
Estudando à noite, ela aproveitou o tempo livre para cumprir os estágios obrigatórios e foi numa dessas experiências em sala de aula que ela se apaixonou pela possibilidade de motivar alunos com dificuldade de aprendizado.
No curso discutimos a desvalorização do professor, mas minha vontade é fazer a diferença na vida de alguém, por menor que seja, diz Vanessa, que trabalhará conceitos como preconceito e desigualdade social nas aulas de história.
Para ela, que cresceu questionando a decoreba de conteúdos, a aprendizagem significativa, que aproxima a disciplina da realidade do aluno, é a melhor saída para tirar o Brasil do analfabetismo. Mas transformar uma realidade depende muito da personalidade do professor, completa.
Nascida em Cambé (Norte), filha de um tipógrafo e de uma representante comercial, Vanessa desde pequena foi estimulada pelos pais a vencer na vida por meio dos estudos. Sempre conversamos e explicamos que é preciso se dedicar para ter uma vida melhor. É uma cultura de família tentar ser o melhor em tudo o que fizer, comenta a mãe, Zenilda Camilotti Carmanhani.


