EDUCAÇÃO - Escolas integrais buscam parceiros
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Marta Ortega<br> Reportagem Local 
A rotina escolar está sendo bem diferente para alunos de duas escolas municipais de Londrina. Além das aulas normais, a criançada está permanencendo na escola em tempo integral para participar de oficinas pedagógicas. O projeto da Secretaria Municipal de Educação iniciou este ano e dá prioridade para instituições com uma demanda de alunos carentes, cujos pais precisam trabalhar fora e não têm com quem deixar os filhos.
Na Escola Professor José Gasparini, no Conjunto Farid Libos (Zona Norte), 58 crianças de seis a oito anos, que frequentam a pré-escola e a primeira série, permanecem no colégio das 8 às 17 horas.
No período da manhã, elas estudam no ensino regular e à tarde, participam das oficinas de artes cênicas, artesanato, jogos e recreação e do projeto criado na própria escola, ''Brincar, pensar e aprender'', onde os alunos desenvolvem a atenção, a concentração e o raciocínio.
Uma parceria entre a Fundação de Esportes e a Associação Londrinense de Ginástica Artística (Alga) vai destinar uma professora, a partir de hoje, para ensinar ginástica para as crianças. As aulas serão dadas uma vez por semana para os alunos da pré-escola e duas vezes por semana para os de 1série.
De acordo com a diretora Tânia Maria Terra Machado, a escola vem buscando novas parcerias para implantar outros projetos. Um deles é a aula de informática. O colégio abriga uma sala com 16 computadores que atendem alunos do Estado e podem ser utilizados também pelos estudantes do município mas a direção da escola esbarra no problema da falta de pessoal. ''Precisamos de instrutores, até para ativar outras oficinas. Estamos com projetos para a escola de circo, de música e aulas de inglês. Tudo depende de ajustes e parcerias'', afirma Tânia.
A falta de pessoal também é a principal barreira na Escola Municipal Elias Kawan, no Conjunto Novo Amparo (Zona Leste), a outra instituição que também vai atender alunos em período integral. Uma sala foi adaptada para 40 alunos da 1à 4 série, que até o ano passado participavam do Projeto Viva Vida.
Segundo a coordenadora das oficinas, Dalma Ieda Ferreira, o objetivo é atender 150 crianças. ''Nossa maior dificuldade é a mão-de-obra. Temos duas professoras que estão responsáveis pelas oficinas de basquete, literatura e artes e de produção de textos e poesias''. As atividades começam na próxima segunda-feira.
A diretora da escola, Divarci Rodrigues dos Santos, também busca parcerias para colocar outros projetos em prática. ''Já conseguimos um espaço alternativo na Igreja Católica, que fica próximo à escola, para trabalhar o lado espiritual das crianças, sem envolver religião, mas ainda não temos uma pessoa para fazer isso''.


