EDUCAÇÃO - Alunos gostariam de livros novos para estudar
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quarta-feira, 07 de novembro de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O ano letivo está quase no fim. Nas escolas públicas, é hora de devolver os livros, que serão reaproveitados pelas próximas turmas. Estudantes londrinenses entrevistados pela FOLHA dizem que aprovam os livros didáticos distribuídos pelo governo. Eles não sabem, mas são consumidores de um mercado que está batendo recordes no País. Em 2007 foram 152 milhões de exemplares comprados para utilização em salas de aula de escolas públicas e privadas. O crescimento em relação a 2002, ano com o maior número de vendas até então, é de 5%. O Ministério da Educação (MEC) praticamente sustenta esse mercado de R$ 1,3 bilhão e é considerado o maior comprador de livros do mundo.
Embora gostem dos livros do LEC, os alunos sentem não ter o gostinho de, a cada início de ano, receber livros novos para manusear, já que como os exemplares são reaproveitados, nem sempre estão em boas condições. ''Alguns vêm estragados, sem capa, com páginas rasgadas e riscados à caneta'', lembra o estudante da 6 série Mateus Guimarães Ribeiro. Ele diz aprovar o conteúdo dos livros adotados em sala de aula, mas lembra que eles fornecem apenas o básico. ''Às vezes, como no caso de trabalhos, a gente tem que recorrer à internet ou a outros livros para buscar mais informações.''
Mateus e seus colegas são unânimes em afirmar que os livros preferidos são os de ciências e de história. Foram poucas as vezes, segundo os adolescentes, que a linguagem adotada pelo autor deixou a desejar. ''Me lembro só de um livro, que usei na primeira série, que eu não conseguia entender muito bem'', revela Samia Maria Sanches Oliveira.
Outra aluna da 6 série, Michele Milagros Escobar, foi flagrada na tarde da última terça-feira estudando sozinha com o livro didático na biblioteca do Colégio Estadual Marcelino Champagnat. ''Acho que os livros são bons, só uma ou outra coisa não é bem explicada e a gente tem que recorrer à internet ou perguntar para o professor.'' As dúvidas, lembra, geralmente são em relação à matemática. Já o preferido, também para Michele, é o livro de ciências.
O governo federal compra livros para todas as escolas públicas do Brasil, o que significa adquirir 80% do total de coleções comercializadas no mercado ano a ano. O processo, criado em 1995, é realizado pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O restante dos livros didáticos vai para escolas particulares. O preço pago pelo MEC significa 10% do cobrado de instituições privadas e pais de alunos. Os 128 milhões de livros que chegarão ao ensino fundamental e médio em 2008 custaram R$ 746 milhões ao governo, ou seja, R$ 5,80 por unidade, em média. (Com informações da Agência Estado)


