Lucilia Okamura
De Londrina
O ex-diretor administrativo-financeiro da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Eduardo Alonso, não compareceu ontem para prestar depoimento na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores. Ele é considerado uma das peças-chave nas investigações que o Ministério Público e a CEI realizam junto à administração municipal. Alonso justificou a ausência dizendo que está em Curitiba.
A CEI da Câmara apura irregularidades em contratos firmados na Comurb e na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). O depoimento de Alonso estava marcado para ontem à tarde. ‘‘Ele telefonou para a diretoria da Câmara dizendo que estava em Curitiba, onde tem um compromisso’’, explicou o presidente da CEI, Antenor Ribeiro. Segundo ele, Alonso disse que poderá prestar depoimento na sexta-feira.
A Folha ligou para o telefone celular do Alonso, que afirmou estar em Curitiba a trabalho. Ele disse que ontem iria prestar mais um depoimento ao MP, mas não quis dar detalhes sobre o assunto. ‘‘Desde o primeiro depoimento na Promotoria, me coloquei à disposição para prestar mais esclarecimentos’’, resumiu. Segundo Alonso, ontem ele seria ouvido pelo promotor de Investigações Criminais de Londrina, Cláudio Esteves. O promotor está desde a semana passada em Curitiba tomando depoimentos de pessoas envolvidas nas irregularidades na prefeitura.
O depoimento de Alonso à CEI é considerado importante por tudo que ele já falou ao Ministério Público e às polícias Civil e Federal. No primeiro depoimento ao MP, em junho, ele disse que o prejuízo por irregularidades em contratos na AMA e Comurb pode chegar a R$ 30 milhões. Na época, ele afirmou que a responsabilidade pelos contratos foi do ex-diretor-presidente da companhia, Kakunen Kyosen, e dos dois ex-secretários de Governo, Gino Azzolini Neto e Wilson Mandelli.

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