Edital sobre novo aterro sanitário está em fase final
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quinta-feira, 11 de julho de 2002
Ana Setti<br> Reportagem Local 
Técnicos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estão em fase final de elaboração de edital, que prevê a abertura de concorrência pública para a construção do aterro sanitário de Londrina. As indefinições que ainda existem, de acordo com Marco Antônio Bacarin, assessor técnico da presidência da CMTU, referem-se especialmente aos critérios técnicos a serem adotados, como, por exemplo, se a contratação do projeto de construção será simultânea a do EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental).
Há urgência na conclusão do edital, segundo Bacarin, porque a vida útil do aterro utilizado atualmente, nas proximidades do aeroporto, ''estará se esgotando em um ano''. E um ano não é muito tempo para as diversas etapas requeridas para a construção. Só o EIA/Rima, que abrange vários tipos de análise, como sondagem de solo, possíveis impactos na natureza e estudo arqueológico, entre outros, leva cerca de 4 meses para ser feito. Além do Estudo de Impacto Ambiental, ainda será necessário desenvolver e aprovar um projeto detalhado, para só então iniciar a construção propriamente dita.
O aterro atual, que existe há mais de 30 anos, está muito fora dos padrões técnicos exigidos pelas legislação e, por isso, como explica Bacarin, não se define como um aterro sanitário e sim como um ''aterro controlado''. Não comporta, por exemplo, resíduos industriais, que são levados para Curitiba ou São Paulo e, em relação ao lixo hospitalar, tem condições de oferecer apenas o tratamento químico mais simplificado.
Em termos de dimensão, a mudança com o novo aterro também será grande. Enquanto o atual conta com uma área de 15 alqueires, para o futuro estão previstos 25. O local escolhido dependerá basicamente das conclusões do EIA/Rima sobre as três áreas já definidas, em licitação anterior, para abrigá-lo.
Projetado para ter uma duração mínima de 25 anos, o aterro sanitário sairá caro para o município. De acordo com Bacarin, o Estudo de Impacto Ambiental deverá custar em torno de R$ 120 mil; o projeto, entre R$ 80 e R$ 100 mil e a construção, de R$ 400 a R$ 500 mil. Para que se prolongue ao máximo sua vida útil, contudo, é importante que o projeto de lixo reciclado se desenvolva ainda mais em Londrina. Como explica Bacarin, além da finalidade social do projeto, que é a de profissionalizar o catador de rua, existe também a finalidade técnica, já que a reciclagem pode aliviar em mais de 30% o peso da carga de lixo que segue diariamente para o aterro.


