A Diretoria de Concessões Rodoviárias do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) apresenta dia 27 de janeiro, em Brasília, o edital que vai definir a concessão por 20 anos (renováveis por mais 20 anos) de 764,6 quilômetros das rodovias que integram o Corredor do Mercosul, no trecho São Paulo-Curitiba-Florianópolis. O ato vai ser aberto ao público e deve servir para o DNER colher sugestões da comunidade para o o modelo de concessão para dois lotes da ‘Rodovia da Morte’ situados na BR-116, BR-376 e BR-101.
A empresa que ganhar a concessão para explorar o ‘Corredor do Mercosul’ vai receber as estradas restauradas e duplicadas, com todas as pistas de rolamento em perfeitas condições, sinalização horizontal e vertical novas e com novas pontes e viadutos. O objetivo desse trabalho é modernizar as rodovias e ampliar a capacidade de tráfego. O DNER está prevendo que a duplicação da ‘Rodovia da Morte’ deve reduzir em 75% os acidentes, em função do fim das colisões frontais entre veículos, tipo de acidente que mais ocorre nessa estrada.
As sugestões recebidas na apresentação do edital vão ser analisadas e podem ser incorporadas ao edital final, que vai ser divulgado dia 16 de fevereiro. A abertura das propostas está prevista para o mês de julho, com os vencedores assumindo em novembro. Inicialmente as empresas deverão fazer obras da melhoria, para depois de julho ou agosto de 1999 começarem a cobrar pedágio.
Segundo o gerente do Corredor do Mercosul, Jairo Rodrigues da Silva, a cobrança do pedágio vai possibilitar a recuperação do dinheiro investido pelo governo (US$ 1,4 bilhão), assim como a realização de obras complementares no valor de US$ 320 milhões, despesas com manutenção e lucro das empresas concessonárias. Serão construídas nove praças de pedágio nos 660 quilômetros da concessão. Devem ser cobrados R$ 2,50 por cada eixo de veículo em trânsito.
As obras se encontram em sua primeira fase, que compreende o trecho São Paulo-Curitiba-Florianópolis. A segunda etapa vai de Florianópolis até Osório (RS) e deve terminar até o ano 2000. Na obra vão ser aplicados US$ 1,4 bilhão - US$ 900 milhões financiados ao governo federal pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Eximbank do Japão mais US$ 500 milhões do Tesouro Nacional.

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