Edifício Tijucas não perde o glamour
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de setembro de 1998
Andrea Vendramini 
A localização privilegiada, na Boca Maldita, e a vista do terraço, de onde é possível ver toda a cidade, até a Serra do Mar, são algumas das características que garantem o charme do Edifício e Galeria Tijucas, um dos mais tradicionais de Curitiba. A harmonia entre as alas comercial e residencial é outro diferencial. Apesar do tamanho do prédio, a maioria dos moradores de apartamentos e ocupantes de conjuntos e lojas se conhecem pelo nome e se cumprimentam pelos corredores.
Mesmo com muitos reparos a serem providenciados, um sonho é compartilhado por moradores e a síndica da ala residencial, Caetana de Almeida, 64 anos: mudar a fachada do Tijucas, recobrindo o prédio com vidros e alumínio. A nossa fachada é muito pobre e não está à altura da nossa localização, diz Caetana, que jogou na Megasena acumulada pensando na reforma.
Corredores largos e salas ensolaradas são os principais elogios dos moradores do local à construção. Conciliar a arquitetura do início dos anos 60 e os novos tempos, entretanto, exige investimentos para garantir a segurança. Há cerca de um ano, a rede elétrica está sendo substituída por outra mais moderna e com maior capacidade. Quando o Tijucas foi construído ninguém pensava em usar tantos computadores ou aparelhos de ar condicionado, lembra o alfaiate Ferdinando Nardelli, 69 anos, síndico da ala comercial do edifício. A próxima etapa prevista é a reformulação do sistema hidráulico.
A revitalização da galeria foi concluída em janeiro do ano passado. A iluminação foi substituída e os letreiros das lojas padronizados.
Estrutura - O bloco A do edifício foi inaugurado em 1959 e, o segundo, apenas em 1972. A ala comercial tem 385 conjuntos, distribuídos nos 20 andares do bloco A e nos 12 primeiros andares do Bloco B. Os 162 apartamentos, cujas áreas variam de 37 a 67 metros quadrados, em nove plantas diferentes, ocupam desde o 13º até o 30º andar do bloco B - o que assegura uma vista bonita a todos os moradores.
Segundo Nardelli, cerca de 150 conjuntos comerciais são usados como residência. O meu maior desafio é administrar bem uma ala que se tornou mista. É preciso dar atenção 24 horas para garantir a satisfação dos moradores, diz. O tamanho do conjuntos varia de 35 a 58 metros quadrados divididos em um banheiro e uma, duas ou três salas. A conta mensal de água do Tijucas chega a cerca de R$ 9,4 mil e, a de luz, aproximadamente R$ 5 mil.


