Edifício interditado será reformado
De Curitiba
Dentro de 12 meses, o Edíficio Independência, na Praça Tiradentes, em Curitiba, deverá estar reformado. Após ficar quatro anos interditado pela prefeitura, os proprietários estão recuperando o imóvel. Em 1995, o prédio sofreu interdição judicial porque os sistemas elétrico, de prevenção de incêndios e hidraúlicos não funcionavam por falta de manutenção.
O alvará de reforma foi concedido no mês passado pela Secretaria Municipal de Urbanismo. Existia a possibilidade da prefeitura demolir o prédio. A idéia agora, segundo Cássio Chamecki, neto do proprietário e responsável pelas obras, é dar um novo uso ao imóvel, provavelmente residencial. Para isso, serão feitas mudanças na distribuição interna dos apartamentos.
Com um custo estimado em R$ 1 milhão, a reforma está sendo iniciada depois de obtido laudo comprovando a inexistência de problemas estruturais no Edifício Independência. De fato, o problema nunca foi estrutural, mas de manutenção, ressalta o superintendente da Secretaria de Urbanismo, Luiz Fernando Jamur.
A prevenção de incêndios terá uma escada pressurizada, com uso de ventiladores, explica o proprietário da Construtora Massuqueto, Gelson Fernando Massuqueto, que fará a reforma. Esse sistema evita, por exemplo, que a fumaça de um incêndio entre nos andares em que as portas forem abertas para a saída de pessoas.
Além de adequar o prédio às normas vigentes com relação a incêndios e instalações elétricas e hidráulicas, as reformas incluem mudança no telhado, troca de elevadores, janelas e portas, demolições internas e reboco, e pastilhamento externo do edifício. O prédio, com 17 pavimentos, deverá ter quatro apartamentos por andar, destinados a pessoas que queiram morar próximo ao trabalho. No térreo, permanecerá a farmácia que lá funciona.
Construído em 1959, o Edifício Independência passou por pequenas reformas em 1960 e 1975. Projetado para fins residenciais, abrigou famílias que alugavam as quitinetes. A falta de manutenção e conservação do conjunto provocou um incêndio que, em 1992, destruiu parte do imóvel. Em 1993, a prefeitura solicitou, depois de um acordo com os proprietários, o embargo judicial do complexo, interditado e lacrado dois anos depois. A interdição foi uma forma de regularizar o imóvel, explica Cássio Chamecki. Na época, tinham inquilinos que pagavam aluguéis, mas não quitavam dívidas do condomínio.





