Foi destaque na revista ''A Pioneira'', que numa matéria afirmou: ''Esta região foi desde as primeiras décadas de colonização o coração financeiro de Londrina''. Estamos em 1948. Descontada a tinta ufanista que carregou o texto, o autor tinha razão ao contextualizar a importância da Avenida Paraná, transformada em Calçadão em 1977.
Na década de 30, que deu adeus à alegria dos ''anos loucos'', dos primeiros passos do prêt-à-porter em que as mulheres aspiravam o modelo de beleza de Greta Garbo, a avenida era a principal ligação dos pioneiros entre Nova Dantzig (Cambé), Londrina e Jatahy (Jataizinho) uma testemunha das modificações urbanas e sociais da cidade.
A discussão sobre a revitalização do Calçadão envolvendo empresários que atuam no local, vereadores e o Executivo põe os trilhos para a gente voltar no tempo e conhecer algumas das edificações históricas do mais democrático espaço londrinense.
Um projeto de revitalização, ao considerar a preservação das características originais desses prédios, na avaliação da Diretoria de Patrimônio Histórico-Cultural de Londrina, poderia destacar que eles são o ponto diferencial do comércio da área central em relação ao shopping.
''Às vezes, os comerciantes e a população têm dificuldade de apreender o patrimônio. Toda a evolução urbana da cidade está no centro, com seus edifícios em Art Déco londrinense, modernistas e pós-modernistas. É uma pena não aproveitar isso enquanto leitura da cidade, que pode ser revertida em marketing'', avalia a diretora de Patrimônio Histórico-Cultural, Vanda de Moraes.
O sentido de nossa peregrinação histórica pelo Calçadão será dado pelo inventário de edificações de interesse histórico: ''O Calçadão da Avenida Paraná'', produzido pelos arquitetos que na época estagiavam na Diretoria de Patrimônio Denise Lezo, Rodrigo Kamimura e Elisa Roberta Zanon. A supervisão do trabalho foi de Vanda de Moraes.

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