A casa onde mora o funcionário público Cláudio Ramos, no bairro Orleans, em Curitiba, teve um reajuste no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 513% em relação ao ano passado. Ramos mora com a mãe e a mulher e afirma não ter condições para arcar com o aumento, que considera abusivo. ‘‘Não há o que justifique o reajuste’’, acredita.
No ano passado, o imposto pago foi de R$ 116,00. Este ano, Ramos terá que pagar R$ 712,00. ‘‘Isso ultrapassa minha capacidade de contribuinte’’, considera o funcionário. Ele conta que, além do aumento no imposto, a prefeitura está cobrando em duplicidade a taxa de coleta lixo.
Ramos recorreu à prefeitura e foi informado de que uma edícula construída há cinco anos atrás da casa está contando como uma nova residência, por isso o aumento e a taxa cobrada em dobro. ‘‘Mas a edícula funciona como lavanderia não como residência’’, alega o funcionário. Para entrar com recurso de redução de imposto, Ramos teria, segundo a prefeitura o informou, que fazer uma avaliação do valor venal do imóvel assinada por um engenheiro. ‘‘Esta avaliação custa cerca de R$ 500,00’’, salienta. ‘‘Vou ter que pagar o IPTU sem reclamar apenas para não ter mais custo’’.

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