Ecovigilantes estão atentos nas ruas
Ecovigilantes estão atentos nas ruas
Estudantes de Cascavel anotam detalhes como bitucas ou folhetos sendo jogados nas calçadas ou pessoas destruindo canteiros
Paulo Pegoraro
Edson MazzettoOrganização verdeGrupos de estudantes de escolas de 1º e 2º graus atuam em pontos estratégicos do centro da cidade Estudantes de Cascavel estarão até o final da semana nas ruas da cidade atuando como ecovigilantes, observando o comportamento das pessoas em relação ao meio ambiente. Quem andar pelo centro deve saber que os ecovigilantes anotam detalhes como bitucas de cigarro ou folhetos de propaganda sendo jogados nas calçadas, ou pessoas pisando em flores nos canteiros ou arrancando-as.
Os estudantes também conversam com as pessoas, preenchendo questionários que permitirão avaliar o entendimento da população para os problemas ambientais. Alunos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná também estarão aplicando questionários em edifícios, levantando informações para um projeto de separação e reciclagem de lixo domiciliar.
As atividades fazem parte da programação da Semana do Meio Ambiente, organizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Os ecovigilantes, que atuam em pontos estratégicos do centro, são 40 alunos de escolas de 1º e 2º graus, que participaram dos fóruns organizados anualmente pelo IAP para estimular o envolvimento de crianças e adolescentes em ações preservacionistas.
Eles assumiram o compromisso da vigília permanente em defesa do meio ambiente, explica a bióloga Neusa Lima, do setor de Educação Ambiental do órgão em Cascavel. Depois da atuação durante a semana, os ecovigilantes reproduzirão em suas escolas as informações que levantaram nas ruas. Os estudantes da Unioeste e outros alunos do ciclo básico levantam informações para o tratamento ao lixo urbano.
A prefeitura prepara o início da reciclagem, por isso é importante as informações relacionadas ao centro da cidade. Até aqui, o projeto tem como embasamento apenas uma pesquisa feita no bairro Guarujá (zona oeste), onde os 6,7 mil moradores geram 3 das 93 toneladas diárias de lixo de toda a cidade. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Paulo Valini, pelo menos 40% dos materiais são passíveis de aproveitamento.
O lixo é dividido principalmente em papel e papelão (20%), plástico (9%), materiais ferrosos (3%) e vidro (2%). Até aqui, pequena parte é recolhida unicamente por catadores. Na vizinha cidade de Toledo, 3,5 mil famílias carentes participam do programa Câmbio Verde, recebendo cestas básicas de alimento em troca de lixo que recolhem e entregam separado para comercialização com empresas que fazem a reciclagem.
Estimativas indicam que, no Brasil, cada pessoa gera em média 500 gramas de lixo. A cada dez toneladas recicladas, evita-se a derrubada de 100 árvores para produção de papel, extração de uma tonelada de areia (para vidro) e de uma tonelada de bauxita (para produção de alumínio).
EventosNo Calçadão da Catedral, hoje haverá apresentação de teatro ecológico e de painéis educativos sobre leis ambientais e maquetes sobre uso correto de agrotóxicos, além de demonstrações de prevenção a incêndios. Em Toledo, será feita a troca de alimentos do Câmbio Verde por lixo separado e plantadas árvores e inaugurada rede de água na Vila Rural do Distrito de Novo Sobradinho. Em Marechal Cândido Rondon, oficinas de produção (por escolares) de cartões sobre a Natureza, utilizando materiais recicláveis.





