Elisa Marilia Carneiro
Apostando no avanço do Ecoturismo como fonte de renda, conservação ambiental e valorização das culturas locais, a Fundação SOS Mata Atlântica desenvolveu uma metodologia de exploração do turismo em áreas com unidades de conservação. O trabalho desenvolvido está à disposição gratuitamente para quem tiver interesse.
O primeiro projeto, desenvolvido para a região de Cananéia e Iguape, em São Paulo, podendo se estender até Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, foi financiado pela Embratur. A segunda etapa vai identificar e mapear a área de Ilhéus (BA). ‘‘O Ecoturismo reconhece a população tradicional, a cultura local, valoriza a natureza e não causa impacto’’, analisa o diretor da Fundação, Mário Mantovani.
‘‘Hoje o ecoturista não é mais aquele mochileiro de antigamente, ele quer informações, conhecer a comunidade local, saber do que vivem e o que fazem. O nosso projeto de Ecoturismo pretende criar uma cinergia para promover esses destinos’’, afirma Mantovani. Para se ter uma idéia de como o turismo pode ser explorado, o ambientalista cita que na Espanha, 90% do Produto Interno Bruto (PIB) é gerado pelo turismo.
O Centro de Interpretação Ambiental e Turística da Fundação SOS Mata Atlântica identifica os roteiros potenciais e promove a mobilização de quem estiver disposto a receber turistas. Um trabalho desse tipo foi realizado no Vale do Ribeira, uma das regiões mais pobres de São Paulo. Pessoas da comunidade receberam treinamento sobre a história da região, ecossistemas e como receber o turista.
Mantovani lembra que apenas 3% da Mata Atlântica estão em parques ou em unidades de conservação com restrição de uso, 80% estão nas mãos de particulares e o restante em áreas com restrição parcial de uso. Em imagens de satélites, a Fundação identificou uma grande área devastada dentro do Parque Nacional de Monte Pascoal (BA). Informações sobre os projetos da Fundação podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected]; ou pelo telefone (011) 887-1195.

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