Ecosystem começa limpeza sem varredeira mecânica
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terça-feira, 14 de janeiro de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
No primeiro dia de trabalho da Ecosystem em Londrina, sua principal atração falhou. A varredeira mecânica, destinada a limpar avenidas, iniciou seu turno na garagem. No final da tarde de ontem, o gerente da empresa Leandro Perez disse que a possibilidade dela não sair era grande.
A expectativa é que essa máquina realize o trabalho de 35 homens por dia. Ela vai funcionar das 18 às 7 horas, para evitar o fluxo de veículos em áreas de estacionamento. Sua velocidade é de aproximadamente 5 km/hora, com capacidade de armazenamento de cinco metros cúbicos. Ela é dotada de três vassouras giratórias, dois sugadores e uma tanque para mil litros de água.
O funcionamento é controlado pelo motorista, que terá um ajudante para auxiliá-lo em possíveis problemas. De acordo com Perez, as principais vantagens da varredeira são a segurança e a produtividade que justificam o investimento de R$ 220 mil. ''Já usamos esse tipo de máquina há dois anos em São José dos Pinhais (região metropolitana) com bastante satisfação'', comentou Perez.
Durante o dia, 104 homens varrerão as ruas da região central e bairros adjacentes três vezes por semana, mas metade da cidade não terá acesso ao serviço. Segundo o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, foi dada prioridade às àreas de maior concentração de pessoas, mas existe a possibilidade de estender a varrição dentro do limite dos quatro mil quilômetros/mês. ''A partir dos primeiros 30 dias, faremos reavaliações constantes para saber qual é a real necessidade de limpeza de cada rua e avenida'', explicou. A única região que será limpa diariamente é o quadrilatéro central formado pelas avenidas Juscelino Kubtischek, Duque de Caxias e Leste-Oeste, e a Rua Eduardo Benjamin Hosken.
Para limpar o Calçadão, a empresa disponibilizou 15 homens e um caminhão-pipa. A varrição será feita, prioritariamente, durante o dia e a partir das 20 horas começa a lavagem. De acordo com Perez, o veículo custou aproximadamente R$ 85 mil e sua maior qualidade é o silêncio. ''Ele vai fazer o mesmo ruído que um caminhão comum em funcionamento'', explicou.
A Ecosystem é uma das três empresas que a partir desta semana serão responsáveis pela limpeza pública e manutenção do aterro sanitário da cidade. Sua tarefa é manter limpos quatro mil quilômetros de ruas e avenidas, lavar o Calçadão da Avenida Paraná (centro) e conservar 19 praças (sete incluindo limpeza e conservação dos banheiros). Conforme o gerente, 20% dos 115 funcionários vieram da Vega Ambiental, ex-responsável pela varrição e coleta de lixo, e da Frente de Trabalho, extinta pela prefeitura.


