Econorte simula acidente em rodovia
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segunda-feira, 20 de abril de 1998
Benê Bianchi 
César AugustoDemonstraçãoAcidente simulado na rodovia BR-369: consórcio diz que atendimento a vítimas de acidentes será mais rápido após cobrança de pedágioO consórcio Econorte simulação de um acidente na BR-369, entre Cambé e Rolândia, e mostrou os serviços que pretende oferecer aos usuários das estradas que integram o lote 1, após a privatização das rodovias - quando passam a funcionar as praças de pedágio. A Econorte irá explorar um total de 245 quilômetros, do viaduto de Rolândia às proximidades de Ourinhos (SP) e de Cambé ao Posto Charles Naufall, próximo a Assis (SP). A expectativa é que o pedágio comece a funcionar no próximo mês.
Para a simulação do acidente foram usados um carro batedor, uma ambulância, guincho. Houve a participação de socorristas. Do momento que o acidente foi comunicado até a retirada do veículo da pista, foram gastos cerca de 40 minutos, incluindo o socorro ao acidentado. Um acidente é um obstáculo na pista e ela deve ser totalmente desobstruída o mais rápido possível. Esse também será nosso trabalho, explica o diretor de operações da Econorte, Julio Folkenand.
De acordo com a disposição dos postos de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) e da Polícia Rodoviária, todo o atendimento aos motoristas, de acordo com Folkenand, será feito em no máximo 10 minutos. Ele esclarece que os SAUs estarão instalados nas regiões de Cornélio Procópio (dois postos), entre Andirá e Cambará (um posto), na BR-369; na região de Warta (dois postos) sendo um na PR-445 e outro na PR-323; e um posto na região de Sertanópolis, também na PR-323.
Além dos SAUs, há outros quatro postos da Econorte e seis da Polícia Rodoviária no trecho, quatro equipes de guincho, três ambulâncias-resgate, duas UTIs móveis e três equipes de inspeção que estarão percorrendo as rodovias em patrulhas preventivas.
Em caso de acidentes, as vítimas irão receber os primeiros atendimentos na ambulância que, segundo o enfermeiro Médson Ferreira, da equipe da Enseg (empresa do Rio de Janeiro que está treinando os socorristas da Econorte), está equipada inclusive para fazer microcirurgias.
Para nós, o mais importante é que o tempo de atendimento ao acidentado será drasticamente reduzido, comenta o capitão Washington Alves da Rosa, comandante da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária. Ele acompanhou o trabalho de simulação de acidente. De acordo com o capitão, hoje o tempo de atendimento ao acidentado é de cerca de 40 minutos.


