Mauricio Della Barba
De Londrina
A Econorte - empresa responsável pela administração das estradas do lote 1 do Anel de Integração - descartou ontem a construção de uma passarela para pedestres no trecho próximo ao km 140 da BR-369 no trecho que liga Londrina a Ibiporã. Anteontem, os moradores do Jardim Santa Paula e do San Rafael pediram melhorias na área para a travessia de pedestres. ‘‘Teríamos que construir 80 metros de rampa de cada lado, mais 70 metros de passarela. O custo é muito alto e está provado que a maioria não a utiliza’’, argumenta Dilson Pelisson, gerente de projetos da Econorte.
Pelisson disse que a concessionária pretende realizar algumas obras para melhorar a segurança do trecho, considerado um ponto crítico e responsável por vários acidentes. Na quarta-feira passada três pessoas morreram no local, na colisão entre dois automóveis e um caminhão.
Segundo o gerente da concessionária, 90% dos acidentes são causados por imprudência dos motoristas. ‘‘A área tem uma boa visibilidade e, por isso, os motoristas abusam na velocidade e nas ultrapassagens.’’ O estudo feito pela Econorte prevê o aumento de sinalização vertical (mais placas) e horizontal (colocação de tachões para impedir a ultrapassagem). Dois quebra-molas nas marginais também poderão ser instalados.
A Econorte e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) ainda estudam o fechamento de alguns acessos à rodovia. ‘‘Nos três quilômetros da área existem 23 saídas/entradas da BR-369. Isso torna o local mais perigoso’’, diz Pelisson.
A duplicação do trecho é descartada pela Econorte. De acordo com o gerente, já existe um projeto que prevê a construção de um contorno de cerca de 12 quilômetros que evitará o acesso pelo trecho que leva até Ibiporã. ‘‘O contorno será construído no prazo de cinco anos, após a negociação com o governo estadual sobre as tarifas’’, explica Pelisson.
Todas as obras da Econorte de ampliação e melhorias no trecho sob sua concessão estão suspensas até a negociação das tarifas de pedágio com o governo estadual sejam fechadas. ‘‘A Econorte está desobrigada por liminar judicial de praticar as melhorias. Apenas somos responsáveis pela organização e conservação rotineira do trecho’’, afirma o gerente de projetos.
O coordenador de construção do lote 1 do DER, Carlos Fumio Yamamura, ainda não havia recebido o pedido formalizado da Econorte para a realização das obras no Km 140. Mesmo assim, Yamamura já tinha conhecimento do problema, e disse que as obras serão autorizadas. ‘‘A colocação de placas e tachões é coisa simples e não haverá problemas. Estamos reavaliando tecnicamente todo aquele trecho na tentativa de achar outras soluções’’, diz o coordenador.Qualquer melhoria no trecho está suspensa até que o Estado defina preço do pedágio
Mario CesarESTRADA PERIGOSAPara tentar aumentar a segurança na BR-369, a Econorte prepara soluções simples como a instalação de placas, tachões e quebra-molas nas marginais

mockup