Concessionária admite que medida é emergencial. Contorno seria a solução
Dorico da SilvaOperários trabalhavam ontem na instalação de quebra-molas na Avenida Brasília, onde adolescente foi mortoA concessionária Econorte, que administra as estradas da região norte do Estado, começou ontem a construir um ‘‘quebra-molas’’ na Avenida Brasília (BR-369), no local onde ocorreu o atropelamento que resultou na morte do adolescente Diego Bueno, 13 anos, no último dia 5.
Segundo o diretor-presidente da Econorte, Gustavo Mussnich, a medida é emergencial e visa melhorar a segurança no trecho. Além da lombada, contruída nos dois lados da via, a cerca de 60 metros de cada sinaleiro, a sinalização no trecho também será melhorada, com reforço da pintura e instalação de ‘‘tachões’’ nas pistas.
Gustavo Mussnich também reafirmou ontem que a Econorte não é a responsável pela construção da passarela reinvidicada no local pelos moradores da região. Ele argumenta que, pelo contrato, a empresa se responsabiliza apenas pela pavimentação e sinalização de trechos de perímetro urbano, e não por obras ou atendimento ao usuário. ‘‘Não sei dizer (de quem é a obrigação). Mas não é nossa.’’
Apesar disso, Mussnich não descartou que a empresa possa participar da construção da passarela. Ele lembrou ainda que antes do acidente com o adolescente Diego Bueno participou de uma reunião com com o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e Secretaria de Obras do Município, quando ficou decidido que a prefeitura faria um projeto de passarela para o local. ‘‘Podemos participar dessa solução’’, ponderou.
O diretor-presidente da Econorte considera, no entanto, que o problema só será resolvido definitivamente com a construção do contorno norte, que tiraria o tráfego pesado da Avenida Brasília. Ele comenta que a obra, que seria de responsabilidade da empresa, só não foi realizada por causa da redução da tarifa do pedágio em cerca de 50%, às vésperas da última eleição. ‘‘Aí sim desafogaria o trânsito e daria condições de segurança ao local.’’

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