A economista da Secretaria de Educação do Paraná Maria Luíza Marques Dias afirmou que todos os exercícios orçamentários da atual administração do governo estadual foram aprovados pelo Tribunal de Contas. ‘‘O Tribunal de Contas tem entendido que o Estado tem cumprido o preceito constitucional’’, afirmou. Questionada sobre o relatório assinado pelo conselheiro do tribunal, Nestor Baptista, que constatou que em 95 o índice de investimento em Educação não alcançou os 25% (foi de 24,09%), Maria Luíza respondeu que o governo aplicou 38,30%.
Para a economista, transporte para estudantes da área rural, pagamento de aposentados e pensionistas, implantação de escolas rurais, as chamadas ‘‘Casas Familiares’’, e apoio ao ensino superior e supletivo têm de ser computados como investimentos e não apenas como despesas. Maria Luíza entende que ‘‘se for levada em conta uma forma rígida’’ na análise das contas, ‘‘de 1988 para cá ninguém está cumprindo o preceito constitucional’’ e ‘‘o tribunal deveria pedir intervenção no Estado’’.
‘‘Se você não bancar o transporte, por exemplo, os estudantes não tem acesso à escola’’, acrescentou a economista. Maria Luíza lembrou que a taxa de crescimento da população entre 7 e 14 anos, que compõem o efetivo de alunos do ensino básico, vem diminuindo no Paraná desde a década de 70. ‘‘A realidade do Estado mudou e temos de nos adequar a estas novas realidades’’, disse, referindo-se aos investimentos promovidos nos ensinos médio e supletivo. Segundo ela, ‘‘os Tribunais de Contas de todo o Brasil estão comprovando os investimentos feitos em Educação’’. (D.V.)

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