Economia de água é destaque na Sipat do Grupo Folha
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terça-feira, 01 de dezembro de 2015
Rafael Souza<br>Reportagem Local
O londrinense está bem longe de cumprir a meta de consumo diário de água indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a Sanepar, enquanto a indicação é de que cada morador utilize até 80 litros por dia, em Londrina essa média alcança incríveis 240 litros/dia - três vezes mais do que o ideal.
Essa estatística preocupante foi revelada ontem durante a palestra "Uso racional da água", que abriu a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) do Grupo Folha, ontem na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). A palestrante Andrea Cristina Fontes disse que o exagero no consumo está ligado à educação da população. "Isso tem a ver com o estilo e uso de todos os recursos, não só da água, da busca por uma maior comodidade, que faz com que quanto maior seja o centro, maior o consumo de água", analisou a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar.
O principal vilão do consumo de água em Londrina, assim como no resto do mundo, ainda é o tempo do banho. "Entre 45% e 50% da água utilizada em uma residência está no banheiro. O primeiro passo para economia é no banho", reforçou Andrea. Segundo a Sanepar, a cada cinco minutos embaixo do chuveiro, uma pessoa gasta em média 70 litros de água. O indicado é utilizar até 20 litros.
Andrea ponderou que a cidade possui grandes fontes de abastecimento e que não há, num futuro próximo, previsão de problemas de falta de água. Porém, ao analisar os contextos nacional e mundial, ela alertou que é preciso economizar em todas as ações que necessitem do recurso natural. "Temos essa tranquilidade de disponibilidade hídrica em Londrina, mas não é o que acontece nos cenários nacional e mundial. Então, como cidadão do mundo, temos que ter essa preocupação, justamente por conta das intervenções que fazemos no ambiente, de efeitos de degradação, de poluição e alteração no próprio regime de chuvas", pontuou a diretora. "Acredito que não precisamos esperar acontecer o que aconteceu em São Paulo para iniciar a conscientização. Se começarmos agora, já estamos reagindo a essa situação de degradação", acrescentou.
Acima das residências na média de consumo da água está o setor industrial. Mas para que o gasto nas indústrias seja menor, Andrea prega que a conscientização deve começar pelo cidadão comum. "Tendo um cidadão consciente, independentemente de sua área de atuação, ele vai transpor isso a outros âmbitos. Se ele não tiver essa consciência no dia a dia, jamais vai pensar estratégias de uso mais racional na indústria. É uma mudança cultural que se faz necessária", defendeu.
Entre outras dicas de economia citadas pela diretora da Sanepar estão a atenção a possíveis vazamentos, opção por ciclos mais curtos na lavagem das roupas com máquinas, reaproveitamento de água de enxague, evitar lavar quintal e carros e fechar a torneira ao escovar os dentes e fazer a barba.
A programação da Sipat Folha 2015 segue hoje com a palestra "Consumo consciente de energia". Na semana que vem, os temas serão "Consciência em Segurança" e "Sustentabilidade na Empresa".