A operação da balsa entre Adrianópolis e Ribeira restabelece o funcionamento da economia da região. De acordo com o prefeito de Adrianópolis, José Carlos Santos, com a balsa tem-se a volta do escoamento da produção agrícola, do leite e de vários outros produtos.
Os prejuízos foram grandes, contabilizam as prefeituras. ‘‘Os cofres da prefeitura perderam no mínimo R$ 2 milhões’’, informou o vice-prefeito de Ribeira, José Ernesto de Oliveira. ‘‘Um município precisa vitalmente do outro e os dois ficaram paralisados neste período’’, admitiu.
‘‘Um dos nossos maiores transtornos nestes últimos 40 dias foi a travessia do leite, produzido em Ribeira e vendido no Estado do Paranᒒ, explicou Oliveira. ‘‘Diariamente, 4.500 litros eram atravessados em etapas, nos pequenos barcos utilizados para fazer atravessia de pedestres.’’
Desde o final de janeiro, a população dos dois municípios, somada em mais de dez mil pessoas, fazia a travessia em pequenos botes improvisados pelos moradores ou nos barcos cedidos pelas prefeituras, marinha e empresas do local. A travessia agora dura cinco minutos e é de graça.
O ex-prefeito de Ribeira, Luiz Antônio Dias Batista, informou que a ponte derrubada pela enchente havia sido construída em 1930 e nunca teve sua estrutura comprometida. ‘‘Segundo registros que encontramos em arquivos nacionais, a enchente que aconteceu em janeiro foi a pior da região, em todos os tempos’’, garantiu Batista.

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