O IML funciona num beco entre a 10ª Subdivisão Policial e o antigo Cadeião. Além do necrotério, o Instituto tem duas salas para fazer todo tipo de exames - toxicológico, psiquiátrico, lesões corporais, sexologia, dentário, etc. Nas outras duas salas trabalham os funcionários administrativos. O laboratório tem apenas um equipamento funcionando: ‘‘O único exame que fazemos aqui é teor alcóolico em cadáveres. É um exame artesanal, do século passado, arcaico e que demora seis horas para ser concluído’’, indica Eisele, concluindo: ‘‘ É uma vergonha chamar isso aqui de laboratório’’.
O IML faz uma média de 800 exames por mês. São mais de 600 necrópsias por ano. O trabalho do Instituto é fundamental para desvendar crimes e obter provas. ‘‘O Estado não pode falar de combate à criminalidade e violência sem investir no IML’’, afirma Eisele, lembrando que 50% dos casos do Tribunal do Júri são absolvidos por deficiência ou falta de provas. ‘‘Não adianta colocar mais polícia na rua sem ter estrutura para obter provas que mantenham os culpados na cadeia’’, diz.
O prédio é antigo, da década de 40. Em 1966 foi feito o primeiro projeto para a construção de uma sede para o IML. A prefeitura doou um terreno na Avenida 10 de Dezembro, em frente de onde funciona hoje o 4º Distrito Policial mas a obra não saiu do papel. Há 10 anos outra tentativa – a idéia era integrar o IML com o Instituto de Criminalística, o que não aconteceu.
Finalmente, em junho do ano passado um novo projeto foi levado para o Governo do Estado. A obra está avaliada em R$ 500 mil mas o Governo do Estado diz que não tem dinheiro para construir. ‘‘Procuramos um imóvel para alugar mas não encontramos nada. Tentamos uma parceria com a UEL e com o município mas ninguém tem interesse. Esgotamos as possibilidades’’, garante o chefe do IML.
No fim do ano passado a Secretaria de Segurança Pública acenou com uma solução – transferir a parte administrativa e ambulatorial para algumas salas no Centro de Saúde que fica na Rua Souza Naves em frente do Edifício Júlio Fuganti. O prédio é do Governo do Estado e está cedido para o município. De acordo com Eisele, isso não foi possível porque a prefeitura se negou a ceder as salas.
Além da população de Londrina, o IML atende casos de outros 25 municípios ligados à 10ª SDP, sem contar com pedidos frequentes da região de Umuarama, Paranavaí, Maringá, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Campo Mourão e Apucarana.

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