'É uma terra de ninguém'
A grande rotatividade de frequentadores e também dos moradores de uma república, além da falta de conservação do imóvel, são alguns dos fatores que, segundo a Polícia Militar, acabam atraindo os bandidos.
O porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, explicou que não há nenhuma estatística específica dos furtos e roubos em repúblicas de estudantes, mas que esse tipo de imóvel acaba sendo mais visado pelos ladrões pela falta de cuidados. ''Muitas repúblicas se tornam terra de ninguém. É uma habitação coletiva onde, em muitos casos, nem os próprios moradores se conhecem bem e vários deles possuem diversos outros amigos. O entra e sai de gente é constante'', comentou.
Ainda segundo Eguedis, a vizinhança solidária acaba deixando de existir entre os moradores de república, porque em muitos casos os vizinhos - que segundo ele podem ajudar quando percebem a presença de estranhos no local - não se acostumam com os moradores. ''Os estudantes precisam conversar mais com os vizinhos, providenciar mais iluminação, manter um cão de guarda também é uma opção. Sempre que forem viajar, é importante pedir para algum vizinho recolher os jornais para não revelar que a casa está sem ninguém'', completou. (F.B.)





