Camila Kauam Menezes, que até a semana passada coordenava a Zona Azul, explica que a entidade promove seleções de candidatos três a quatro vezes por mês. Os requisitos são poucos. Mas, algumas vezes, não são cumpridos. Não são raros casos de jovens que procuram a Epesmel sem condições de cumprir os requisitos básicos: estar estudando e portar os documentos pessoais.
A documentação exigida é básica: Identidade, CPF e Carteira de Trabalho. Protocolos não são aceitos. Muitas vezes os jovens que procuram a entidade alegam ter perdido os documentos. Nesses casos, são orientados a pedir a segunda via. Mas também existem casos de jovens que nunca se preocuparam em tirar os documentos pessoais. E aqueles que não demonstram nenhum apego por eles. É o caso de jovens que procuram a Epesmel em busca de vaga, desistem e não voltam nem mesmo para buscar os documentos pessoais.
Para Camila, a orientação sobre a importância da documentação deveria partir tanto da escola quanto da família. ''É uma falta de noção sobre cidadania e falta de cultura do trabalho'', avalia.
O documento mais raro nas mãos dos jovens é o CPF. E quando o possuem, há muitos casos de documento bloqueado por falta da declaração de isento do Imposto de Renda, pois poucos têm conhecimento de que são obrigados a fazê-lo anualmente.
Em média, a entidade recebe por mês cerca de 60 currículos de jovens de 18 a 24 anos. Desse total, 30% chegam sem nenhum tipo de documento. A maioria deles é porque perdeu o documento e ainda não tirou a segunda via. (F.R.F.)

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