Para ser beneficiada pelo projeto Mesa Brasil, a instituição precisa ser legalmente constituída, realizar trabalho de caráter social e possuir estrutura para preparar e servir refeições, entre outros requisitos. É preciso passar por uma avaliação, e, depois de aprovada, por uma triagem. O repasse é calculado a partir do número de pessoas atendidas, faixa etária e quantidade de refeições servidas por dia.
A Associação Mãos Estendidas, por exemplo, oferece lanches de manhã e à tarde, e por isso recebe do programa frutas, refrigerantes e outros produtos para refeições mais leves. ''Cada alimento contribui para que o trivial seja valorizado. A criança entra em contato com uma variedade maior de alimentos, que muitas vezes nem conhece'', ressalta Marta Matsubara, coordenadora da associação, acrescentando que é realizado ainda um trabalho de pesquisa do novo alimento junto às crianças para evitar rejeição ao novo sabor.
A entidade atende 150 crianças, com idade entre 4 e 14 anos, no Jardim Novo Amparo, oferecendo lanche da manhã e da tarde, oficinas e atividades recreativas. ''Quando o carro do Mesa Brasil chega ao bairro, as crianças já sabem que tem novidade, ficam na expectativa. É uma alegria para elas'', destaca.
Já na APS Down, outra das 55 entidades beneficiadas, vê no programa do Sesc uma alternativa para driblar as dificuldades. ''Dependemos de verbas públicas, e muitas vezes só isso não é suficiente. Então essa contribuição do Mesa Brasil é bastante significativa'', admite Bruna Scrivanti Santana, diretora pedagógica da instituição.
Bruna conta que muitos dos 120 alunos (com idades entre 0 e 64 anos) atendidos pela APS Down têm problemas de obesidade, e que as doações ajudam inclusive nesse controle de peso. ''Alguns deles comem compulsivamente, e as frutas e verduras proporcionam uma dieta mais balanceada'', afirma. (A.I.)

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