'É um terror auto-infligido'
Segundo a psicóloga Clarice Montosa, algumas pessoas sofrem mais com a fantasia do que na própria realidade e acabam assumindo esse realismo por meio de pesadelos e até sintomas orgânicos como inquietação, palpitação, suor e tremores.
''Porém, esses são indícios de um alto nível de ansiedade, beirando um ataque de pânico. Os primeiros sinais sempre são alterações de comportamento'', diz ela, ressaltando que a pessoa começa a enfrentar problemas no convívio profissional e pessoal.
Crianças também podem apresentar a Síndrome do Estresse Pré-Traumático, mas ela geralmente é associada aos adultos, devido ao histórico de experiências e a convivência com relatos de violência, expostos pela mídia.
''A mídia tem contribuído muito no desenvolvimento da SEPT, pois ela relata os casos de violência com muita riqueza de detalhes, como foi por exemplo, a história do ex-goleiro do Flamengo. As pessoas ficam vivenciando essas notícias o tempo todo e ficam com medo de que isso aconteça com elas ou com alguém de sua convivência. É um terror auto-infligido'', enfatiza.
Tratamento
''A pessoa tem que aprender a enfrentar o medo. Ela deve se perguntar como fazer isso e não simplesmente ficar procurando formas de evitar'', indica a psicóloga.
De acordo com ela, o tratamento vai depender muito do grau do estado emocional e do trauma da pessoa. Em casos mais delicados, existem medicamentos a serem prescritos, já em outras situações, a psicologia vai trabalhar o autoconhecimento, estimulando a pessoa a ter controle do seu sistema emocional e consciência sobre o fator desencadeador.
''Medo todo mundo sente, mas é preciso manter o equilíbrio. Se a pessoa não está conseguindo fazer isso sozinha, deve procurar ajuda'', recomenda Clarice, ressaltando que exercícios de respiração podem ajudar muito em momentos de ansiedade. ''Respirar fundo e soltar o ar devagar ajuda a acalmar e relaxar, para quem preferir, vale até ler um livro para ficar mais tranquilo'', sugere. (M.O.)





