'É um problema bastante sério'
De acordo com a psicóloga Lucineia Maria Ribeiro, coordenadora do programa Sinal Verde, outros pontos que concentram usuários de drogas, também na Zona Leste, são a mata do Marco Zero, na avenida Teodoro Victorelli, e a área embaixo dos dois pontilhões próximos à Rodoviária, na Avenida Dez de Dezembro. ''Nos pontilhões, já foram colocados camas e um fogão.''
Ela estima que o número de pessoas em situação de rua por conta do vício no crack cresceu em torno 30% nos últimos quatro anos em Londrina. ''É um problema bastante sério, pois, por conta do uso de drogas, as equipes do programa não conseguem acesso'', disse. A conduta do Sinal Verde é abordar essas pessoas, encaminhar para os abrigos e inserí-los em programas de recuperação. ''A dificuldade é que nem sempre conseguimos chegar perto'', acrescentou.
Ela não tinha conhecimento dos mocós investigados pela reportagem na Vila Nova, no Jardim Castelo e na Vila Santa Terezinha. ''As equipes serão orientadas a passar todos os dias nesses lugares'', informou. A psicóloga afirmou, ainda, que a concentração de usuários de drogas pode gerar riscos à população que mora ou frequenta locais próximos aos mocós. ''Uma hora ou outra o usuário pode ficar agressivo. Por isso insistimos em encaminhá-los para tratamento.''
De acordo com o porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, são realizados patrulhamentos em pontos de ''mocós'' na cidade, principalmente depois que a população comunica à polícia. ''Moradores de lugares assim, como casas invadidas ou locais onde há concentração de pessoas suspeitas, podem ser comunicados à polícia. Além da abordagem e verificação se há pessoas com problemas de ordem criminal, realizamos a prisão, se necessário, e depois disso voltamos a patrulhar a área de tempos em tempos'', disse Eguedis. (Colaborou Fernanda Borges)





