É um dinheiro jogado fora
Em outros municípios paranaenses, o problema são os danos aos prédios públicos e equipamentos urbanos. A Prefeitura de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) estima em cerca de R$ 200 mil o prejuízo anual acarretado pelos atos de vandalismo. O caso mais recente aconteceu na semana passada, quando toda a fiação do Espaço Cultural foi furtada. "Mas também temos muitos casos de lixeiras danificadas e pichações. É um dinheiro que poderia ser investido em outros setores, como a saúde, que é a nossa principal demanda, em eventos culturais. É um dinheiro praticamente jogado fora", afirmou o prefeito Fred Alves (PSC).
Em Paranavaí (Noroeste do Estado), a Guarda Municipal foi implantada há três meses para tentar conter a prática do vandalismo que, anualmente, acarreta um prejuízo de R$ 500 mil ao município. "São valores gastos com o conserto de placas de sinalização, pintura de prédios públicos que sofrem pichação e outros atos de vandalismo", disse o diretor da Guarda Municipal, Rogério Clemente.
"Neste ano, deve haver uma redução dos valores gastos com estes reparos. Já podemos sentir uma redução dos casos de depredação ao patrimônio público e desde que a Guarda Municipal foi implantada já foi possível identificar alguns pichadores e encaminhar o caso ao Judiciário." Inicialmente, a Guarda Municipal de Paranavaí conta com um efetivo de 37 homens, divididos em oito turnos, mas a previsão é ampliar para 50 pessoas até o final deste ano.
Somente no segundo semestre do ano passado, a Prefeitura de Campo Mourão (Noroeste) teve de substituir 150 placas de trânsito que haviam sido depredadas. Por ano, o vandalismo em placas de sinalização custa cerca de R$ 50 mil ao município. Recentemente, o Horto Municipal passou por revitalização após invasores arrancarem mudas, arrombarem a porta de acesso ao painel que aciona a bomba do poço artesiano e quebrarem a porta de proteção do painel do triturador de restos de poda. Na revitalização, foram gastos R$ 141 mil.
Mas os prejuízos em Campo Mourão vão além. Das 14 unidades básicas de saúde existentes no município, cinco são bastante visadas por ladrões e vândalos. Em janeiro, a unidade do Jardim Damferi, na asa leste da cidade, foi arrombada e danificada por vândalos que desligaram o sistema de alarme e levaram um botijão de gás, além de destruírem medicamentos, vacinas e documentos. "Em muitas unidades básicas de saúde não temos problema algum, mas nas cinco localizadas na asa leste os problemas são constantes. O vandalismo reside na própria comunidade, que tem um certo receio de denunciar os autores", declarou o secretário municipal de Saúde, Márcio Alencar. Ele não soube calcular os prejuízos gerados pelo vandalismo à saúde do município. (S.S.)





