'É terra de ninguém', afirma moradora
Fazenda Rio Grande - Maria Teresinha Fragoso Miranda chora ao recordar o último assalto cometido contra sua família. Viúva, a dona de casa é vizinha dos filhos - um é taxista e outro é proprietário de um bar no bairro São Sebastião. Os dois tiveram problemas com bandidos. O primeiro foi assaltado no último dia 20 de novembro, quando três homens armados entraram na casa e levaram alguns pertences.
Já o bar na frente da casa da família foi roubado três vezes este ano. No primeiro assalto, os bandidos levaram tudo o que podiam: televisão nova, estoque de produtos e até o baleiro. Da segunda vez, R$ 700 em dinheiro. Quando começava a se recuperar, novo assalto. Tantos prejuízos fizeram o filho de Maria Teresinha mudar de ramo. Até janeiro do ano que vem, a família vai fechar as portas do comércio e partir para outro rumo. ''Não dá mais. A gente vive cheio de medo. Acordo sempre no meio da noite pensando no que aconteceu. Está muito perigoso. Precisamos de segurança'', desabafa.
A família da metalúrgica Angela Maria de Abreu, 40 anos, é outra vítima. Em outubro, sua casa foi invadida por três homens, que levaram eletroeletrônicos, dinheiro e documentos. Durante o assalto, que durou cerca de 15 minutos, Angela, o marido e um dos filhos, de 11 anos, ficaram em poder dos bandidos. Ela conta que o marido foi agredido e humilhado.
Mesmo com a rapidez da PM em atender à solicitação, Angela reclama da falta de segurança. ''Hoje, Fazenda Rio Grande virou terra de ninguém'', revolta-se. (T.A.)





