É tempo de escolher a carreira
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Micaela Orikasa<br>Reportagem local 
Em menos de dois meses, as universidades públicas darão início às inscrições para o vestibular. Até lá, os estudantes que ainda não definiram qual carreira seguir devem correr contra o tempo. ''Estou em férias, mas não estou só descansando. Na verdade, estou aproveitando o tempo livre para me preparar para o vestibular'', conta a estudante de Ibaiti, Sueli Caroline Cardoso de Lima, de 17 anos, que pretende cursar Física na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Mesmo sabendo que é uma escolha pouco comum entre a maioria de seus amigos, a candidata à vaga garante ter tomado a decisão certa. ''Conversei com meu professor de Física, pesquisei como anda o mercado de trabalho na internet e ainda fiz um teste vocacional virtual, que me apontou três cursos de afinidade, entre eles, a Física'', diz.
Segundo Laura Alberto, coordenadora do programa de orientação vocacional da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, além de usar a internet como uma aliada para procurar informações práticas sobre as carreiras, o aluno deve usar o tempo livre para olhar para si. ''Tem que aproveitar para pensar no que gosta de fazer, nas áreas em que tem interesse e aptidão.''
Como o estudante Alef Ortega, 15 anos, ainda tem dois anos para se preparar para o vestibular, mas revela ter um curso em mente. ''Treino futebol e sempre gostei muito de esportes, por isso, tenho quase certeza que o curso ideal para mim é o de Educação Física'', adianta o aluno, que mesmo com tempo de sobra, já quer ter a escolha definida. ''Conversei com meu professor para saber se ele acha que eu tenho aptidão para a profissão'', afirma.
Outra indicação é apontada por Liliana Pereira, psicóloga especializada em educação. Segundo ela, ''é bom também se reunir com colegas que estão vivendo essa dúvida'', diz.
Realização pessoal
A psicopedagoga Laísa Vieira ressalta que não existe uma receita pronta para escolher a profissão e, que além dos elementos que possam apontar interesses, os alunos devem aproveitar as férias para refletir sobre gostos e afinidades.
Porém, ela recomenda que os estudantes não ocupem o período de descanso só com atividades de estudo e orienta um equilíbrio com programas de lazer. ''O aluno deve escolher por realização pessoal e não por pressão, influência dos pais, status da profissão ou até mesmo porque determinado curso está na moda. Não adianta buscar áreas que não são do próprio interesse, pois futuramente a pessoa se tornará um profissional frustado'', indica. (Com Folhapress)


