É tempo das doenças respiratórias
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terça-feira, 03 de maio de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Basta a temperatura cair para a cena se repetir nas unidades de saúde de Londrina. Ontem pela manhã, no Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Região Central, alguns pais já buscavam atendimento por conta da queda nos termômetros.
Na segunda-feira, os londrinenses puderam sentir o clima gelado, mas ontem a temperatura caiu ainda mais, chegando à mínima de 8 graus. Com essa mudança de clima, Milena Farias Mendes, 34 anos, redobrou os cuidados em casa com o filho Luis Felipe, de cinco anos, mas não conseguiu evitar uma crise de bronquite. ''Ele tossiu muito à noite e mal conseguia respirar. Basta mudar o clima que a crise ataca'', lamenta a mãe, enquanto aguardava se atendida.
Apesar do volume de pacientes, até a manhã de ontem não havia demora no atendimento no PAI. O pediatra plantonista Mohamad El Kadri afirma que nos meses de abril e maio é comum aumentar o número de consultas, decorrente da oscilação de temperatura. ''Geralmente, registramos cerca de 10 mil atendimentos ao mês, o que gera uma diferença de quase quatro mil em relação aos períodos de final e começo de ano, que são épocas de férias e calor'', afirma.
Porém, neste ano, o médico observa que houve uma mudança no quadro de atendimentos. Segundo ele, por conta da dengue, os números de consultas se mantiveram na média de 9 a 10 mil. ''De um mês para cá, o que houve foi uma alteração no perfil dos atendimentos, pois agora a predominância é das doenças respiratórias e, neste ano, os casos em bebês de 0 a 2 anos estão mais graves por conta da vulnerabilidade. É importante haver um trabalho preventivo'', diz.
Entre os casos mais comuns que acometem principalmente crianças e idosos estão: resfriado, infecção de ouvido ou garganta, sinusite, laringite, pneumonia, crise de asma e bronquite. ''Os pais devem ficar atentos aos sintomas de tosse, falta de ar e dor no peito, podendo ser seguidos de febre ou não'', explica.
Vacinação
Vale lembrar que crianças de 6 meses a menores de 2 anos, podem se vacinar gratuitamente contra a gripe até o dia 13 de maio, nos postos de vacinação. Este ano, a campanha nacional também inclui grávidas, povos indígenas, idosos e profissionais da saúde.
Promovida por todo o Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo Ministério, secretarias estaduais e municipais, a campanha utilizará 32,7 milhões de doses, para todos os estados e municípios brasileiros. A vacina protege contra os três principais vírus que circularam no hemisfério Sul em 2010, entre eles o da influenza A (H1N1).
A única contraindicação é para pessoas com alergia severa à proteína do ovo ou a doses anteriores da vacina. Na dúvida, um médico deve ser consultado. O mesmo vale para pessoas com sintomas de gripe, que devem ser tratadas antes de se vacinar.
Outra forma de prevenir a gripe é manter hábitos simples de higiene, como lavar as mãos com freqência, cobrir nariz e boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar e não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal se estiver com sintomas de gripe - febre, tosse, coriza, dor de cabeça e dor no corpo (músculos e articulações). (Com informações do Ministério Saúde)
Serviço - Mais informações pelo Disque Saúde (0800-611997) ou no www.saude.gov.br.


