Sempre que chove é a mesma coisa: um verdadeiro lamaçal é formado em frente ao Condomínio Residencial San Pablo, localizado na rua Ernani Lacerda de Ataíde, Jardim Colina Verde (zona sul). O problema já se arrasta há pelo menos três meses, desde o início das obras de melhoria e ampliação da Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445). O San Pablo tem 256 apartamentos e cerca de mil moradores.
As reformas fazem parte de um convênio entre a Secretaria de Obras do Paraná com a Prefeitura. O Governo do Estado ficou encarregado de promover a pavimentação da rodovia, enquanto a Prefeitura executa toda parte de infra-estrutura, com formação de terraplanagem e galeria de águas pluviais.
Segundo a psicanalista Cassilda Rolim Galvão, síndica do Condomínio, um dos problemas enfrentados pelos moradores é com a terra que foi retirada para promover o nivelamento da pista. ‘‘Tiraram essa terra e deixaram bem na nossa esquina’’, disse. ‘‘Então quando chove essa terra simplesmente vai entrando dentro do condomínio’’.
Cassilda Galvão acrescenta que por muito pouco acidentes graves envolvendo veículos que trafegam pela rodovia não aconteceram, já que a pista fica muito lisa em dias de chuva. ‘‘Eu mesmo quase bati meu carro. E o próprio caminhão do DER atolou aqui’’, lembra. Outro problema é com o acesso ao Condomínio, constantemente modificado em função das obras. ‘‘Tinha uma saída direta mas fecharam. Agora tem duas ou três, mas todas improvisadas’’.
A lama também é responsável, segundo a síndica, pelo aumento do valor do condomínio no San Pablo. ‘‘Só esse mês nós gastamos R$ 4 mil com água, para limpar a sujeira’’, diz, lembrando que quando terminarem as obras da rodovia será inevitável promover nova pintura nos prédios. Ela conta que o custo da pintura pode chegar a quase R$ 40 mil, entre tinta e mão-de-obra.
O engenheiro do DER, Sérgio Selvatici - responsável pela fiscalização no trecho -, confirma que diariamente os moradores do condomínio têm ligado para o Departamento e reclamam muito da situação. ‘‘Mas, infelizmente, durante a obra isso acontece.’’
Ele explica que as obras no local só não terminaram ainda porque, anteriormente, a adutora de água da Sanepar e a tubulação que vai abrigar as fibras óticas da Telepar foram colocadas em desacordo com o projeto original. Por isso, acrescenta, elas tiveram que ser refeitas.
Selvatici informa que as adequações já foram feitas e basta parar de chover para que a Prefeitura providencie a terraplanagem na área. Depois, a empreiteira contratada pelo DER promove a pavimentação. ‘‘É um serviço rápido. Mas o pessoal já esteve lá três vezes e não conseguiu concluir, por causa da chuva’’.

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