Existem ainda especializações que seguem o caminho totalmente oposto das grandes instituições e oferecem aperfeiçoamento em áreas pouco comuns, como Acupuntura, Fitoterapia e Terapia Floral, oferecidos pelo Instituto Paranaense de Prática e Ensino na Área da Saúde (Ippeas-Londrina).
''A cidade sofre pela falta de diversificação. Em São Paulo e Rio de Janeiro, novas áreas de conhecimento são amplamente aceitas e têm grande procura, coisa que infelizmente em Londrina ainda não tem tanta aceitação'', informaram os coordenadores do Ippeas, Tarsila Domene Bessani e Raony Pereira, ressaltando que, este ano, não houve alunos suficientes para os cursos (previstos agora para 2011).
Esse exemplo mostra que a diversidade só aumenta a cada ano na cidade. Só a UEL encaminhou propostas para mais seis cursos de pós-graduação, para 2011, junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Aliás, são as avaliações do Conselho Nacional de Educação juntamente com a Capes que muitas vezes determinam a escolha dos jovens graduados por este ou aquele curso. No site oficial do órgão (www.capes.gov.br) existem tabelas com conceitos, gráficos e comparativos detalhados sobre todas as IES do Brasil.
A pontuação da Capes funciona como uma espécie de guia e ajuda o estudante a evitar cursos não reconhecidos e, claro, a buscar boas instituições que fazem pesquisa dentro da áreas específicas. Mas o excesso de ofertas pode complicar a vida de quem ainda não tem metas definidas sobre onde quer atuar ou em que busca se aperfeiçoar.
Vida pessoal
Para o consultor e professor Wellington Moreira, é preciso ter uma visão ampla que inclua realidade de mercado, tendência das novas profissões e até mesmo decisões sobre a vida pessoal. Tudo isso aliada à escolha do curso certo onde ele pretende gastar tempo e dinheiro.
''Hoje não dá para separar a vida pessoal da profissional. Quem deseja fazer pós-graduação precisa pensar antes onde quer morar, se há mercado que absorva a especificidade que ele escolheu e ainda lembrar que as empresas seguem a tendência da multidisciplinaridade'', afirmou Moreira. Em resumo: antes de ser mestre em uma área restrita, o profissional precisa ser bom ou pelo menos conhecer bem várias outras.
Diferença
Depois que o aluno faz a graduação, ele pode optar por aprofundar-se em um determinado tema ou segmento de estudo. O grau de complexidade da pesquisa se inicia no lato sensu (em tradução aproximada, seria ''em sentido amplo, largo''), em que se enquadram as especializações que duram entre 12 e 18 meses. Em seguida vem o stricto sensu (''em sentido estreito, restrito''), que faz referência ao Mestrado (dois anos) e ao Doutorado (quatro anos).
Quem é graduado e com boa dedicação às pesquisas pode fazer o Mestrado sem passar pela Especialização. Já o Doutorado exige que o estudante tenha a titulação de Mestre antes de abrigá-lo em pesquisas que objetivam teses inéditas. Nas universidades públicas, Mestrado e Doutorado são gratuitos por determinação de lei federal. (E.D)

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