Para o major da reserva Sérgio Dalbem, que concluiu uma tese sobre as propostas na área da segurança feitas por candidatos a prefeito de Londrina na eleição passada, ''as câmeras são os olhos da polícia, que podem acompanhar por 24 horas o que acontece na cidade.''
Além de aumentar a abrangência do trabalho policial, favorecendo o monitoramento de furtos de veículos e assaltos a pedestres, os videovigias auxiliam os cidadãos a resolver questões ligadas à Justiça, ''quando cabe indenização por algum dano ou até discriminação racial'', exemplificou Dalbem, reforçando que a segurança está ligada à vida humana e vale qualquer investimento.
O major ressaltou que é preciso agir em caráter preventivo, já que o principal ingrediente aqui é a inteligência humana, que pode ser usada tanto para o bem como para o mal. Alguns, lembrou ele, planejam 24 horas por dia como se dar bem na criminalidade.
Para Dalbem, a vigilância contínua tira a oportunidade do criminoso agir, fazer vítimas e até ter êxito na fuga. ''Mas não basta ter só a câmera, é preciso ter um número suficiente de policiais para monitorá-la. Enxergar além da imagem'', completou Dalbem, calculando o ideal de um policial para cada cinco câmeras.
''Ainda assim, a melhor fiscalização é a natural, quando os próprios cidadãos identificam o problema e ajudam a vítima'', opinou. Segundo o major, Londrina precisaria de mais câmeras na região dos Cinco Conjuntos e em avenidas como a Winston Churchill.
''O custo é alto e o investimento deve ser gradativo, mas vale ressaltar que o policial se adapta ao sistema de vigilância. Com um trabalho de observação contínuo, a polícia tem melhor ação, isso se o policial que monitora trabalhar em afinação com o policial que está na rua'', concluiu. (M.G.)

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