É preciso proteger sem tirar o contato visual
Para o arquiteto André Sell, iniciativas como a de abrir as escolas nos finais de semana têm mostrado que quanto mais a comunidade se sente parte dela, maior é a valorização da educação e a conservação do patrimônio. ''As famílias precisam se envolver com a escola'', observa.
O arquiteto defende ainda que a aparência de um local influencia o comportamento das pessoas, por isso as escolas devem ser espaços ''saudáveis'', no sentido de serem limpas, bonitas e adequadas à finalidade pretendida. Para Sell, existem formas de manter a segurança sem recorrer aos muros altos, que são uma ''agressão'' à edificação. ''É preciso pensar em proteger sem tirar o contato visual, arquitetônico e afetivo com a construção. Ela tem que fazer parte do cotidiano das pessoas. Quanto mais visão se tem de uma edificação, mais segura ela é'', garante.
O arquiteto Marcelo Morettin, um dos responsáveis pela reforma da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela construção de uma das 22 novas escolas públicas de São Paulo, onde profissionais convidados tiveram liberdade de criação, observa que a escola deve fazer um contraponto com a realidade vivida por muitos alunos. ''Os alunos vivem em áreas carentes, em pequenas residências. É importante que o espaço público dê qualidade de vida e dignidade, ele se sente valorizado.'' (Com Agência Estado)





