É preciso plantar e cuidar
Os alunos do curso de Zootecnia da UEL se cercaram de cuidados para que o trote fosse realizado dentro da legislação vigente. Para realizá-lo, os estudantes solicitaram a autorização do plantio na Secretaria Municipal do Ambiente. Eles também requisitaram mudas de espécies nativas da região junto ao Instituto Ambiental do Paraná.
O vice-presidente Catecz, empresa júnior de Zootecnia da UEL, Alexandre Fioravante Sampaio, afirmou que o plantio de árvores foi a opção escolhida para integrar os calouros com os veteranos e deixá-los mais motivados com o curso. "Pensamos nesse plantio (no Igapó 4) para que fosse algo que tivesse um impacto agroecológico positivo e ecologicamente correto."
O representante do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Zootecnia, Estevão Pegorin, ressalta que a atividade será benéfica para a comunidade, além de destacar o trote solidário. "Essas árvores farão sombra para quem vem aqui para passear ou para pescar. Sempre fui traumatizado pela possibilidade de sofrer trotes violentos que aconteciam em São Paulo, de onde vim. Vim aqui para Londrina e o meu trote foi bem tranquilo e quis passar essa tranquilidade aos meus calouros também."
Pegorin garante que o grupo continuará indo ao local para irrigar as árvores. "Vamos cuidar bem delas. Não adianta só plantar, é preciso plantar e cuidar."
Ainda ofegante pela atividade, o calouro Bruno Favoreto, de 17 anos, não se importou com o calor e com a exigência física para cavar as covas das mudas. "Acho que essa atividade é uma coisa importante e legal de se fazer. Essas mudas irão ajudar a recuperar a mata ciliar do Igapó e é legal saber que participei dessa experiência, já que sempre ando neste lago", declarou.
A atividade foi elogiada pelo encanador Valdenir de Abreu, que trabalhava ali perto. "Eu acho legal porque isso incentiva todos a fazerem o mesmo. Eu nunca plantei árvores, mas o Brasil inteiro tem sofrido muito desmatamento. Plantar uma árvore ajuda a mudar o clima da cidade." (V.O.)





