''É preciso olhar para a capacidade''
As novas leis brasileiras que criam reserva de vagas para deficientes no mercado de trabalho têm ajudado no combate ao preconceito, segundo a diretora do Ilece, Luciane Pape. ''Estas pessoas estão sendo mais vistas, por isso é mais fácil de aprender a lidar com elas no nosso cotidiano'', afirma.
''Elas podem ter uma dificuldade cognitiva ou física, mas nós também temos limites'', ensina Luciane.
A professora Samira Lopes ressalta que as crianças deficientes têm o mesmo desenvolvimento que qualquer outra, apenas em ritmo mais lento. ''Em alguns casos, na vida adulta, elas talvez não tenham atingido o pleno desenvolvimento por conta das suas limitações, mas nem por isso deixam de desenvolver outros aspectos como a inteligência ou a habilidade motora'', explica. O diferencial é que elas precisam de mais estímulos.
A professora ressalta que os familiares também têm que estar preparados para lidar com filhos deficientes. ''As vezes os próprios parentes próximos não acreditam na capacidade da criança. Mas não é culpa deles, é que a sociedade tem esta visão dos deficientes'', afirma.(G.B.)





