É preciso haver bom senso dos dois lados
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Nas regiões distantes do centro de Londrina, o comércio ambulante parece ser corriqueiro. Na Avenida Saul Elkind (zona norte), toda a sorte de produtos é vendida em barracas improvisadas, tabuleiros, peruas ou até no porta malas dos carros. Por enquanto, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) não tem previsão de expandir a operação para outras áreas. No entanto, os ambulantes já se preparam para um maior rigor nas fiscalizações.
"Quando começa no centro, logo espalha pela cidade", prevê um dos muitos vendedores de caldo de cana da avenida. Além da bebida, ele vende produtos como agasalhos, toalhas e alguns eletrônicos. "É para complementar a aposentadoria que é pouca", justifica. Segundo ele, os fiscais estão cumprindo o papel, porém o ambulante acredita que deveria haver menos burocracia nas leis para a regularização. "Nós só queremos trabalhar. É preciso haver bom senso dos dois lados".
O fretista Aberaldo Moreno, de 57 anos, trabalhou por quase 20 anos como ambulante na Saul Elkind. Mudou de área depois que as fiscalizações ficaram mais duras, no início da gestão passada. "Havia excessos dos ambulantes também, mas acho que não pode ser tão radical. Com uma organização fica bom para todo mundo", opinou. Um morador da região comentou que os ambulantes são bem-vindos, desde que não causem transtornos. "Se não atrapalharem a circulação dos pedestres, o trânsito, e não sujarem a avenida, não vejo problemas".
De acordo com os moradores, a quantidade de ambulantes, principalmente vendedores de DVDs, aumenta após às 17 horas, quando a fiscalização diminui. Na tarde de ontem, a reportagem flagrou grande quantidade de brinquedos espalhados em um terreno ao lado da 4ª Companhia Independente da Zona Norte. Segundo a CMTU, o ambulante não tem autorização por se tratar de produtos de fabricação em longa escala e está sujeito à multa.


