Vinte e três anos, quatro filhos, moradora no Jardim União da Vitória (Zona Sul). Este é o perfil social de uma das cinco mães que assistiram a morte de um filho com diarréia no município, em 1999. A fisionomia da mulher ainda é uma lembrança do retrato da miséria e da constatação de que é preciso fazer mais por essa população.
Até a 2008 a Sanepar deve investir R$ 50 milhões para garantir 100% de água tratada e 80% de coleta de esgoto no município. Números de primeiro mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que estima uma cobertura com serviços de saneamento básico ideal acima de 65%.
Em outubro foram liberados R$ 12,4 milhões, que compõem o total de 49,2 milhões aplicados em obras no período que compreende o segundo semestre de 2003 a 2005, beneficiando mais de 8 mil famílias.
Atualmente a Sanepar atende com água tratada 99,96% da população. As 70.792 ligações de esgoto beneficiam 66,11% dos habitantes.
Por falta de condições de infra-estrutura, higiene, miséria e até ignorância da população, parte desse esgoto vai para a rede pluvial, contaminando os córregos e ribeirões da cidade e, consequentemente, crianças como o menino que morreu de diarréia.

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